MRV&Co (MRVE3) reverte prejuízo e lucra R$ 116,5 milhões no 4º trimestre de 2025
A MRV&Co (MRVE3) registrou lucro líquido de R$ 116,5 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo prejuízo observado um ano antes.
Foto: Adobe Stock
A MRV&Co (MRVE3) divulgou nesta segunda-feira (9) que reverteu o prejuízo e registrou lucro líquido de R$ 116,5 milhões no quarto trimestre de 2025. O resultado marca uma mudança em relação ao mesmo período de 2024, quando a companhia havia reportado perdas.
O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pela operação da MRV Incorporação, principal unidade do grupo, responsável pelas marcas MRV e Sensia. A divisão apresentou crescimento significativo na rentabilidade e melhora nos indicadores operacionais ao longo do período.
Mesmo com o lucro no trimestre, a companhia ainda encerrou o ano de 2025 no vermelho, refletindo o impacto das operações internacionais, especialmente nos Estados Unidos.
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Entre outubro e dezembro de 2025, a MRV Incorporação registrou lucro líquido ajustado de R$ 268 milhões, o que representa crescimento de 242,9% na comparação com o mesmo trimestre de 2024.
A divisão tem sido considerada o principal motor de recuperação operacional da MRV&Co (MRVE3). Além do crescimento do lucro, os indicadores de eficiência e rentabilidade também mostraram melhora relevante.
No acumulado de 2025, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da unidade alcançou R$ 1,9 bilhão. Já o lucro líquido ajustado anual chegou a R$ 611 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 132 milhões registrado no ano anterior.
Outro destaque foi a evolução da margem bruta da operação. No quarto trimestre, o indicador atingiu 31%, representando um avanço de quatro pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2024.
A companhia também registrou melhora no nível de endividamento da divisão. A relação entre dívida líquida e Ebitda caiu de 1,8 vez para 1 vez, indicando maior equilíbrio financeiro.
Resultado anual da MRV&Co (MRVE3) foi impactado pela operação nos EUA
Apesar da recuperação no trimestre, o desempenho anual da MRV&Co (MRVE3) ainda foi pressionado pelas operações internacionais.
A companhia encerrou 2025 com prejuízo acumulado de R$ 867 milhões, ampliando as perdas em relação ao ano anterior. O principal fator por trás desse resultado foi o desempenho negativo da subsidiária norte-americana Resia.
A operação nos Estados Unidos registrou resultado negativo de R$ 1,4 bilhão ao longo do ano, o que acabou compensando parte da melhora observada no negócio de incorporação no Brasil.
Segundo o diretor financeiro da companhia, Ricardo Paixão, o ano de 2025 foi marcado por uma estratégia de reorganização das atividades da subsidiária.
Durante esse período, a empresa priorizou a redução de custos e a ocupação de empreendimentos já concluídos, preparando o terreno para uma nova etapa de monetização de ativos.
MRV planeja vender ativos da Resia para reduzir endividamento
De acordo com a administração da companhia, a Resia está entrando em uma fase de venda de ativos com o objetivo de fortalecer o balanço financeiro da MRV&Co (MRVE3).
A empresa pretende vender cerca de US$ 800 milhões em ativos da subsidiária até o final de 2026. Até o momento, aproximadamente US$ 167 milhões já foram negociados.
Segundo o CFO Ricardo Paixão, o ano de 2025 teve poucas vendas porque a companhia concentrou esforços na reorganização operacional e na estabilização dos empreendimentos.
Agora, com os projetos prontos e ocupados, a expectativa é acelerar o processo de monetização.
Além disso, a companhia realizou um impairment contábil, ajustando o valor de determinados ativos para refletir preços de venda inferiores aos registrados anteriormente no balanço.
Essa medida é comum em processos de reestruturação e visa alinhar os valores contábeis à realidade do mercado.
Participação da Resia deve diminuir no grupo
A estratégia da companhia também prevê a redução gradual da relevância da operação norte-americana dentro do grupo.
Segundo o CFO, a tendência é que a Resia tenha peso cada vez menor no balanço da MRV&Co (MRVE3) ao longo dos próximos anos. Isso deve ocorrer devido à diminuição no ritmo de novos projetos e à redução dos investimentos na subsidiária.
Com isso, o foco da companhia tende a se concentrar novamente na operação brasileira, especialmente no segmento de habitação popular e de média renda.
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