Morre Raul Jungmann, ex-ministro da Defesa e da Segurança Pública, aos 73 anos
Pernambucano teve longa trajetória na política e presidia o Ibram desde 2022
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ex-ministro da Defesa e da Segurança Pública Raul Jungmann morreu no domingo (18), aos 73 anos, em Brasília, onde estava internado no Hospital DF Star para tratamento de um câncer no pâncreas. A informação foi confirmada por familiares e pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), entidade que ele presidia desde 2022. O velório será realizado em cerimônia reservada, conforme desejo manifestado pelo próprio Jungmann.
Natural de Pernambuco, Jungmann teve mais de cinco décadas de atuação na vida pública e ocupou cargos relevantes no Executivo e no Legislativo. Ao longo da carreira, foi ministro em diferentes áreas, deputado federal, vereador e dirigente de autarquias estratégicas do Estado brasileiro.
Trajetória política e administrativa
Raul Jungmann comandou o Ministério da Defesa entre 2016 e 2018 e, posteriormente, o Ministério da Segurança Pública, durante o governo de Michel Temer.
Antes disso, no governo de Fernando Henrique Cardoso, esteve à frente do Ministério do Desenvolvimento Agrário, além de ter presidido o Ibama e o Incra.
No Legislativo, foi deputado federal por Pernambuco em dois períodos (2003 a 2010 e 2015 a 2016) e vereador do Recife entre 2013 e 2014. Sua atuação ficou marcada pelo diálogo institucional e pela participação em debates sobre segurança pública, defesa nacional e políticas ambientais.
Atuação no setor mineral
Desde 2022, Jungmann era diretor-presidente do Ibram, representando o setor de mineração no Brasil. Em nota, o instituto afirmou que ele “será lembrado por sua competência, visão estratégica, capacidade de articulação e pelo legado de diálogo e ética que deixa não apenas na mineração, mas em toda a vida pública brasileira”.
À frente da entidade, Jungmann defendeu uma agenda voltada a práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) e ao papel da mineração na transição energética.
Mesmo durante o tratamento médico, seguia participando de discussões sobre minerais críticos e o posicionamento do Brasil no cenário internacional.
Reconhecimento e homenagens
Em dezembro de 2025, Raul Jungmann recebeu moção de louvor da Câmara dos Deputados, que destacou sua “trajetória marcada pelo compromisso com a democracia, pela excelência na gestão governamental e pela contribuição ao Parlamento brasileiro”.
Diversas autoridades lamentaram a morte. O ex-presidente Michel Temer declarou que Jungmann foi “um brasileiro que soube servir ao país”.
Já o presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que ficam “as lições de diálogo, respeito institucional e construção de consensos”.
A morte de Raul Jungmann encerra a trajetória de um político reconhecido pela postura republicana e pela atuação em diferentes áreas do Estado, com impacto duradouro na política e na administração pública brasileira.
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