Morre Raul Jungmann, ex-ministro da Defesa e da Segurança Pública, aos 73 anos

Pernambucano teve longa trajetória na política e presidia o Ibram desde 2022

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Última atualização:  19 de jan, 2026 às 11:53
Raul Jungmann discursa ao microfone em cerimônia oficial, usando terno e medalha, em ambiente institucional ao ar livre. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-ministro da Defesa e da Segurança Pública Raul Jungmann morreu no domingo (18), aos 73 anos, em Brasília, onde estava internado no Hospital DF Star para tratamento de um câncer no pâncreas. A informação foi confirmada por familiares e pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), entidade que ele presidia desde 2022. O velório será realizado em cerimônia reservada, conforme desejo manifestado pelo próprio Jungmann.

Natural de Pernambuco, Jungmann teve mais de cinco décadas de atuação na vida pública e ocupou cargos relevantes no Executivo e no Legislativo. Ao longo da carreira, foi ministro em diferentes áreas, deputado federal, vereador e dirigente de autarquias estratégicas do Estado brasileiro.

Trajetória política e administrativa

Raul Jungmann comandou o Ministério da Defesa entre 2016 e 2018 e, posteriormente, o Ministério da Segurança Pública, durante o governo de Michel Temer.

Antes disso, no governo de Fernando Henrique Cardoso, esteve à frente do Ministério do Desenvolvimento Agrário, além de ter presidido o Ibama e o Incra.

No Legislativo, foi deputado federal por Pernambuco em dois períodos (2003 a 2010 e 2015 a 2016) e vereador do Recife entre 2013 e 2014. Sua atuação ficou marcada pelo diálogo institucional e pela participação em debates sobre segurança pública, defesa nacional e políticas ambientais.

Atuação no setor mineral

Desde 2022, Jungmann era diretor-presidente do Ibram, representando o setor de mineração no Brasil. Em nota, o instituto afirmou que ele “será lembrado por sua competência, visão estratégica, capacidade de articulação e pelo legado de diálogo e ética que deixa não apenas na mineração, mas em toda a vida pública brasileira”.

À frente da entidade, Jungmann defendeu uma agenda voltada a práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) e ao papel da mineração na transição energética.

Mesmo durante o tratamento médico, seguia participando de discussões sobre minerais críticos e o posicionamento do Brasil no cenário internacional.

Reconhecimento e homenagens

Em dezembro de 2025, Raul Jungmann recebeu moção de louvor da Câmara dos Deputados, que destacou sua “trajetória marcada pelo compromisso com a democracia, pela excelência na gestão governamental e pela contribuição ao Parlamento brasileiro”.

Diversas autoridades lamentaram a morte. O ex-presidente Michel Temer declarou que Jungmann foi “um brasileiro que soube servir ao país”.

Já o presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que ficam “as lições de diálogo, respeito institucional e construção de consensos”.

A morte de Raul Jungmann encerra a trajetória de um político reconhecido pela postura republicana e pela atuação em diferentes áreas do Estado, com impacto duradouro na política e na administração pública brasileira.

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Carolina Gandra

Jornalista do portal Melhor Investimento, especializada em criptomoedas, ações, tecnologia, mercado internacional e tendências financeiras. Transforma temas complexos como blockchain, inteligência artificial e estratégias de mercado em conteúdos acessíveis e envolventes. Com análises atuais e visão estratégica, ajuda leitores a decifrar o futuro dos investimentos e identificar oportunidades no mercado financeiro.