WEG (WEGE3) lucra R$ 1,56 bilhão no 2T26, em linha com as expectativas

Apesar da queda anual de 2,1% no lucro, a WEG apresentou crescimento em relação ao trimestre anterior e destacou a demanda internacional como um dos principais motores dos resultados.

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Última atualização:  22 de jul, 2026 às 13:21
Foto de fábrica da WEG. Imagem: WEG/Reprodução.

A WEG (WEGE3), fabricante de motores elétricos, transformadores, geradores e equipamentos para os setores industrial e de energia, registrou lucro líquido de R$ 1,56 bilhão no segundo trimestre de 2026. O resultado representa queda de 2,1% em relação ao mesmo período do ano passado, mas um crescimento de 7% na comparação com o primeiro trimestre deste ano.

O desempenho ficou praticamente em linha com as projeções do mercado. Analistas consultados pela Bloomberg esperavam lucro de aproximadamente R$ 1,5 bilhão para o período.

Receita supera R$ 10 bilhões

A receita líquida da companhia somou R$ 10,143 bilhões entre abril e junho, recuo de 0,6% na comparação anual, mas avanço de 7,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou R$ 2,21 bilhões, também registrando queda de 2,1% frente ao segundo trimestre de 2025. A margem Ebitda ficou em 21,8%, redução de 0,3 ponto percentual na comparação anual.

Após a divulgação dos resultados do 2T26, as ações da WEG (WEGE3) voltaram a apresentar uma forte movimentação no mercado, desta vez em disparada. Às 10h13 desta quarta-feira (22), os papéis da empresa registravam uma alta expressiva de 7,44%, sendo cotados a R$ 45,63.

Rentabilidade e investimentos

Apesar do cenário mais desafiador, a WEG manteve indicadores de rentabilidade em níveis elevados.O retorno sobre o capital investido (ROIC) atingiu 33,6%, avanço de 0,7 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado.

As despesas com vendas, gerais e administrativas (VG&A) totalizaram R$ 1,26 bilhão, alta de 4,1% na comparação anual e de 6,4% frente ao primeiro trimestre de 2026. Esses gastos representaram 12,5% da receita líquida, percentual ligeiramente superior ao observado um ano antes.

Durante o trimestre, a companhia investiu R$ 794,9 milhões na modernização e expansão da capacidade produtiva, aquisição de máquinas, equipamentos e licenças de software. Do total investido, 44,5% foram destinados às operações no Brasil, enquanto 55,5% financiaram projetos e instalações industriais no exterior.

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WEG destaca demanda internacional

Na avaliação da administração, a companhia manteve indicadores operacionais sólidos mesmo diante de um ambiente considerado desafiador. Segundo a empresa, a demanda pelos principais produtos e serviços continua aquecida, especialmente no mercado internacional, onde a receita em dólares voltou a registrar crescimento de dois dígitos.

Por outro lado, a WEG destacou que a valorização do real frente ao dólar reduziu o valor da receita externa quando convertida para a moeda brasileira. O dólar médio passou de R$ 5,67 no segundo trimestre de 2025 para R$ 5,05 no mesmo período deste ano, uma desvalorização de 10,9%.

A companhia também apontou a menor procura por projetos de geração de energia renovável no Brasil como um dos fatores que limitaram o crescimento dos resultados no trimestre. Veja a consideração na íntegra:

“Continuamos com boa demanda por nossos produtos e serviços nos principais mercados de atuação, com mais um trimestre de crescimento de dois dígitos da receita em dólares no mercado externo, apesar do impacto da valorização do real quando comparado ao mesmo período no ano anterior, além da menor demanda por projetos de geração de energia renovável no Brasil”

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Lucas Machado

Redator e psicólogo com quase 5 anos de experiência na produção de artigos e notícias sobre uma ampla gama de temas. Suas áreas de interesse e expertisse incluem previdência, seguros, direito sucessório e finanças, em geral. Atualmente, faz parte da equipe do Melhor Investimento, abordando uma variedade de tópicos relacionados ao mercado financeiro.