WEG (WEGE3) fecha 2025 com lucro de R$ 6,38 bilhões e crescimento moderado
A WEG reportou crescimento no ano, mas desacelerou no fim de 2025. Entenda os destaques, impactos do câmbio e o que muda para investidores.
Reprodução Weg
A WEG (WEGE3) divulgou hoje (25) seus resultados financeiros de 2025, reportando um lucro líquido de R$ 6,38 bilhões, alta de 5,5% na comparação anual. Apesar do avanço no consolidado, o desempenho do quarto trimestre veio mais fraco e acendeu atenção do mercado.
Nos últimos três meses do ano, o lucro líquido somou R$ 1,59 bilhão, recuo de 3,8% frente ao mesmo período de 2024.
O EBITDA totalizou R$ 2,29 bilhões no trimestre, queda de 4,0% na base anual. Ainda assim, no acumulado de 2025, o indicador atingiu R$ 9,0 bilhões, crescimento de 5,8%.
A receita operacional líquida (ROL) foi de R$ 10,25 bilhões no quarto trimestre, retração de 5,3% ano contra ano. Já no consolidado anual, a companhia registrou receita de R$ 40,8 bilhões, avanço de 7,4%.
WEG (WEGE3): operação global segue como destaque
A WEG manteve forte presença internacional, com 62,1% da receita do trimestre vindo do exterior, enquanto o mercado interno respondeu por 37,9%.
A América do Norte liderou a geração de receitas externas, com 47,9% de participação, seguida por Europa (25,1%) e Ásia-Pacífico (11,3%).
O câmbio foi um fator relevante no período. A valorização do real frente ao dólar impactou negativamente os resultados convertidos: a moeda americana saiu de R$ 5,84 no quarto trimestre de 2024 para R$ 5,39 em 2025.
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Caixa recua, mas investimentos aumentam
A companhia encerrou dezembro de 2025 com caixa líquido de R$ 2,65 bilhões, abaixo dos R$ 4,12 bilhões registrados um ano antes.
Por outro lado, os investimentos cresceram. No quarto trimestre, os aportes somaram R$ 814 milhões, ante R$ 672,4 milhões no mesmo período de 2024. Os recursos foram praticamente divididos entre Brasil (49,8%) e operações no exterior (50,2%).
Vale a pena investir em WEG3? O que observar após o resultado
O resultado divulgado hoje mostra uma empresa ainda em crescimento, mas com sinais de desaceleração no curto prazo. A pressão cambial e a base de comparação elevada ajudam a explicar a queda nos números trimestrais.
Por outro lado, a expansão internacional e o aumento dos investimentos reforçam a estratégia de longo prazo da companhia; fator que segue sustentando o interesse dos investidores.
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