Grupo Mateus (GMAT3) lucra R$ 324 milhões no 4º tri com receita em alta
Vendas crescem mais de 20% e sustentam desempenho da varejista
Foto: Reprodução/Grupo Mateus
O Grupo Mateus (GMAT3) divulgou nesta quarta-feira (18) que registrou lucro líquido de R$ 324,3 milhões no quarto trimestre de 2025, resultado que representa um crescimento de 2,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O balanço foi apresentado pela companhia após o fechamento do mercado e reflete a expansão das operações e o aumento das vendas, mesmo em um cenário de custos ainda pressionados no setor varejista.
A empresa, que atua principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, também reportou uma receita líquida de R$ 10,55 bilhões no trimestre, alta de 20,9% na comparação anual. O desempenho foi impulsionado pela abertura de novas lojas e pelo crescimento das vendas nas unidades já existentes.
Receita cresce com expansão das operações
O avanço da receita mostra a continuidade da estratégia de crescimento da companhia, baseada na ampliação da presença geográfica e no fortalecimento de diferentes formatos de lojas. Esse movimento tem permitido ao Grupo Mateus ganhar escala e aumentar sua participação no mercado.
Além disso, a geração de caixa somou R$ 379,1 milhões no trimestre, indicando uma operação ainda robusta, apesar do ambiente econômico desafiador, com juros elevados e consumo mais moderado em algumas regiões.
Margem operacional recua
Por outro lado, o lucro operacional medido pelo Ebitda foi de R$ 612,5 milhões no quarto trimestre, o que representa uma queda de 3,1% em relação ao mesmo período de 2024.
O recuo sugere pressão sobre as margens, possivelmente ligada ao aumento de custos operacionais e despesas associadas à expansão.
Esse cenário é comum em empresas em fase de crescimento, que priorizam investimentos para sustentar o avanço das receitas no longo prazo.
Contexto do setor e perspectivas
O resultado do Grupo Mateus ocorre em um momento em que o varejo brasileiro ainda enfrenta desafios, como crédito mais caro e menor poder de compra da população. Ainda assim, companhias com forte presença regional e estratégia de expansão conseguem manter crescimento relevante.
Para investidores, os números mostram um equilíbrio entre expansão e rentabilidade, com destaque para o avanço das vendas, embora com atenção à pressão sobre margens.
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