O Grupo Casas Bahia (BHIA3) recebeu uma decisão crucial para o seu futuro financeiro. O Juízo da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo homologou o Plano de Recuperação Extrajudicial (PRE) apresentado pela empresa, marcando um marco significativo em sua jornada de reestruturação. Esta homologação oficial confirma que o plano para liquidar suas dívidas foi aceito e agora é vinculativo.

O plano estabelecido pela Casas Bahia traça um cronograma ambicioso para pagar suas dívidas ao longo de 78 meses. Este período inclui uma fase de 24 meses sem a obrigação de pagar juros e uma extensão adicional de 30 meses sem a exigência de pagar o principal da dívida. Em essência, a empresa terá um tempo considerável para reorganizar suas finanças e estabilizar suas operações.

Detalhes do plano de recuperação extrajudicial da Casas Bahia

Além dos períodos de carência para juros e principal da dívida, o plano estipula que os juros a serem pagos serão de CDI + 1,0% a 1,5%. Essa taxa competitiva visa facilitar a Casas Bahia a lidar com suas obrigações financeiras de maneira mais eficaz e sustentável. Com esse arranjo, a empresa terá uma estrutura financeira mais sólida para avançar.

Uma parte crucial do plano de recuperação é a emissão de novas debêntures para substituir as dívidas antigas. Esse mecanismo financeiro permitirá à empresa reestruturar suas obrigações de dívida de acordo com os termos e prazos estabelecidos no plano aprovado. A Casas Bahia está focada em implementar essas medidas para fortalecer sua posição financeira no mercado.

Negociações com credores e bancos

Enquanto o processo de recuperação avança, a empresa está engajada em negociações com um grupo diversificado de credores. No entanto, se houver discordância por parte de qualquer credor em relação ao plano proposto, a questão poderá ser levada ao tribunal para revisão e aprovação. Ademais, estão em curso esforços para renegociar dívidas com instituições financeiras proeminentes, incluindo Bradesco e Banco do Brasil, que representam uma parcela substancial das dívidas da empresa.

Detalhes da renegociação e redução de dívidas

O Grupo Casas Bahia está otimista quanto aos resultados positivos que o plano de recuperação pode trazer. Espera-se uma redução significativa do montante total das dívidas, estimada em R$ 4,3 bilhões nos próximos 4 anos. Essa medida, juntamente com a reestruturação das dívidas em três séries de debêntures e Cédulas de Crédito Bancário (CCBs), proporcionará um alívio financeiro crucial. Além disso, o novo prazo estendido para pagamento das dívidas, agora de 72 meses, resultará em uma redução substancial no custo médio da dívida para a empresa.

Julia Peres

Redatora do Melhor Investimento.