Greve do metrô de SP pode ser decidida em assembleia nesta terça (12)
A possível greve do metrô de SP será decidida em assembleia dos metroviários nesta terça-feira (12), em São Paulo.
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
A greve do metrô de SP pode ser deflagrada já nesta quarta-feira (13), caso os metroviários aprovem a paralisação em assembleia geral marcada para esta terça-feira (12), às 18h30. A reunião será realizada na sede do sindicato, nas proximidades do metrô Belém, na Zona Leste da capital paulista.
A mobilização ocorre em meio a um impasse entre trabalhadores e a gestão do sistema metroviário, envolvendo demandas trabalhistas, condições de trabalho e mudanças na política de contratação. A possível greve do metrô de SP pode impactar diretamente milhões de passageiros que dependem diariamente do transporte público na capital e região metropolitana.
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Greve do metrô de SP: assembleia define futuro da operação
A principal decisão sobre a greve do metrô de SP será tomada pelos trabalhadores durante a assembleia convocada pelo Sindicato dos Metroviários e Metroviárias de São Paulo. O encontro reunirá a categoria para deliberar se haverá paralisação total ou parcial das linhas operadas pelo sistema metroviário.
Segundo o sindicato, o cenário atual é resultado de um acúmulo de insatisfações relacionadas à gestão do sistema e às condições de trabalho. A entidade afirma que houve redução significativa no quadro de funcionários ao longo dos últimos anos, o que estaria comprometendo a operação.
A possível greve do metrô de SP surge como resposta a essas pressões, com a categoria buscando abrir negociação direta com o governo estadual e a administração da empresa.
Principais reivindicações dos metroviários
Entre as principais pautas que motivam a discussão da greve do metrô de SP, estão as reivindicações por recomposição do quadro de funcionários e melhorias em benefícios trabalhistas.
O sindicato afirma que o número de trabalhadores teria sido reduzido de forma significativa na última década, o que aumentou a sobrecarga operacional. A entidade cobra a abertura de novos concursos públicos para reposição das vagas.
Outro ponto crítico é a política de terceirização, que, segundo os metroviários, vem sendo ampliada como alternativa às contratações diretas. Para a categoria, essa mudança impacta a qualidade do serviço e a estabilidade dos empregos.
Plano de saúde e impactos financeiros na categoria
Outro fator que influencia diretamente a possível greve do metrô de SP é a discussão sobre o plano de saúde dos trabalhadores, o Metrus. De acordo com o sindicato, há propostas de alteração nas regras de custeio que podem aumentar o desconto aplicado nos salários.
Os trabalhadores também afirmam que novas cobranças em casos de internação estariam sendo discutidas, o que gerou forte insatisfação entre os funcionários. Esse tema é considerado um dos mais sensíveis dentro da negociação atual.
Salários, progressão e participação nos resultados
Além das questões estruturais, a greve do metrô de SP também está relacionada a reivindicações salariais. A categoria pretende discutir o sistema de progressão salarial, conhecido como “steps”, que define a evolução dos vencimentos ao longo da carreira.
Outro ponto em pauta é a Participação nos Resultados (PR), benefício variável pago aos trabalhadores com base em metas e desempenho. Segundo o sindicato, há insatisfação em relação aos critérios e aos valores praticados neste ano.
Possível catraca livre durante paralisação
Em meio às discussões sobre a greve do metrô de SP, o sindicato também defende uma medida alternativa caso a paralisação seja aprovada: a adoção da chamada “catraca livre”.
A proposta prevê que, durante o período de greve, o sistema continue operando, mas sem cobrança de tarifa dos usuários. A medida seria uma forma de manter a circulação mínima e evitar prejuízos diretos à população que depende do metrô.
O que pode acontecer a partir de quarta-feira (13)
Se a greve do metrô de SP for aprovada na assembleia desta terça-feira (12), a paralisação pode começar já na quarta-feira (13), afetando linhas e estações do sistema metroviário da capital.
A decisão final dependerá da votação dos trabalhadores e da resposta da gestão às reivindicações apresentadas. Até o momento, não há acordo fechado entre as partes, o que mantém o cenário de incerteza para os usuários do transporte público.