Greve do metrô de SP pode ser decidida em assembleia nesta terça (12)

A possível greve do metrô de SP será decidida em assembleia dos metroviários nesta terça-feira (12), em São Paulo.

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Última atualização:  11 de maio, 2026 às 14:57
Fotografia do interior de uma estação de metrô em São Paulo. Um trem de metal prateado está parado na plataforma com as portas abertas. Algumas pessoas são vistas dentro dos vagões e outras poucas caminham pela plataforma, que possui piso cinza brilhante, faixa amarela de segurança e sinalização tátil azul. No alto, à direita, um relógio analógico marca aproximadamente 10h10. A iluminação é feita por longas lâmpadas fluorescentes no teto. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A greve do metrô de SP pode ser deflagrada já nesta quarta-feira (13), caso os metroviários aprovem a paralisação em assembleia geral marcada para esta terça-feira (12), às 18h30. A reunião será realizada na sede do sindicato, nas proximidades do metrô Belém, na Zona Leste da capital paulista.

A mobilização ocorre em meio a um impasse entre trabalhadores e a gestão do sistema metroviário, envolvendo demandas trabalhistas, condições de trabalho e mudanças na política de contratação. A possível greve do metrô de SP pode impactar diretamente milhões de passageiros que dependem diariamente do transporte público na capital e região metropolitana.

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Greve do metrô de SP: assembleia define futuro da operação

A principal decisão sobre a greve do metrô de SP será tomada pelos trabalhadores durante a assembleia convocada pelo Sindicato dos Metroviários e Metroviárias de São Paulo. O encontro reunirá a categoria para deliberar se haverá paralisação total ou parcial das linhas operadas pelo sistema metroviário.

Segundo o sindicato, o cenário atual é resultado de um acúmulo de insatisfações relacionadas à gestão do sistema e às condições de trabalho. A entidade afirma que houve redução significativa no quadro de funcionários ao longo dos últimos anos, o que estaria comprometendo a operação.

A possível greve do metrô de SP surge como resposta a essas pressões, com a categoria buscando abrir negociação direta com o governo estadual e a administração da empresa.

Principais reivindicações dos metroviários

Entre as principais pautas que motivam a discussão da greve do metrô de SP, estão as reivindicações por recomposição do quadro de funcionários e melhorias em benefícios trabalhistas.

O sindicato afirma que o número de trabalhadores teria sido reduzido de forma significativa na última década, o que aumentou a sobrecarga operacional. A entidade cobra a abertura de novos concursos públicos para reposição das vagas.

Outro ponto crítico é a política de terceirização, que, segundo os metroviários, vem sendo ampliada como alternativa às contratações diretas. Para a categoria, essa mudança impacta a qualidade do serviço e a estabilidade dos empregos.

Plano de saúde e impactos financeiros na categoria

Outro fator que influencia diretamente a possível greve do metrô de SP é a discussão sobre o plano de saúde dos trabalhadores, o Metrus. De acordo com o sindicato, há propostas de alteração nas regras de custeio que podem aumentar o desconto aplicado nos salários.

Os trabalhadores também afirmam que novas cobranças em casos de internação estariam sendo discutidas, o que gerou forte insatisfação entre os funcionários. Esse tema é considerado um dos mais sensíveis dentro da negociação atual.

Salários, progressão e participação nos resultados

Além das questões estruturais, a greve do metrô de SP também está relacionada a reivindicações salariais. A categoria pretende discutir o sistema de progressão salarial, conhecido como “steps”, que define a evolução dos vencimentos ao longo da carreira.

Outro ponto em pauta é a Participação nos Resultados (PR), benefício variável pago aos trabalhadores com base em metas e desempenho. Segundo o sindicato, há insatisfação em relação aos critérios e aos valores praticados neste ano.

Possível catraca livre durante paralisação

Em meio às discussões sobre a greve do metrô de SP, o sindicato também defende uma medida alternativa caso a paralisação seja aprovada: a adoção da chamada “catraca livre”.

A proposta prevê que, durante o período de greve, o sistema continue operando, mas sem cobrança de tarifa dos usuários. A medida seria uma forma de manter a circulação mínima e evitar prejuízos diretos à população que depende do metrô.

O que pode acontecer a partir de quarta-feira (13)

Se a greve do metrô de SP for aprovada na assembleia desta terça-feira (12), a paralisação pode começar já na quarta-feira (13), afetando linhas e estações do sistema metroviário da capital.

A decisão final dependerá da votação dos trabalhadores e da resposta da gestão às reivindicações apresentadas. Até o momento, não há acordo fechado entre as partes, o que mantém o cenário de incerteza para os usuários do transporte público.