A Gol Linhas Aéreas (GOLL4) emitiu um comunicado oficial nesta terça-feira (9), esclarecendo que não iniciou negociações para um possível acordo visando sua saída do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11). Essa declaração vem como resposta a uma reportagem do jornal Valor Econômico, que sugeriu a possibilidade de uma proposta de fusão entre Azul (AZUL4) e Gol ser apresentada em até três meses perante uma corte em Nova York.

Desde o anúncio inicial, a Gol havia informado que o Grupo Abra estava em conversações com a Azul para explorar “potenciais oportunidades” relacionadas à companhia. Estas discussões são parte de um processo mais amplo para explorar opções de financiamento que permitam a saída do Chapter 11, além de considerar outras transações alternativas competitivas.

Discussões estratégicas com o grupo Abra e Azul

A companhia aérea já havia anunciado anteriormente que o Grupo Abra estava engajado em conversas exploratórias com a Azul. Este diálogo estratégico visa não apenas explorar oportunidades financeiras para a Gol, mas também para determinar o melhor caminho para a companhia sair do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos.

Este movimento é parte de uma estratégia mais ampla da Gol para garantir sua sustentabilidade financeira e operacional em meio às complexidades do Chapter 11 nos EUA.

Processo competitivo ainda não iniciado

Em seu comunicado, a Gol esclareceu que, até o momento, não deu início ao processo competitivo mencionado. Isso significa que a empresa não está em negociações ativas para finalizar qualquer transação com terceiros interessados em apoiar sua saída do processo de recuperação judicial.

A Gol reitera seu compromisso em seguir um processo transparente e competitivo para avaliar propostas de financiamento ou outras alternativas viáveis que possam garantir sua estabilidade financeira no mercado americano.

Posicionamento da Azul e acordo de Codeshare

Respondendo às especulações levantadas pela reportagem, a Azul também emitiu um comunicado afirmando que continua em conversas com o Grupo Abra. Até o momento, não houve decisão formal sobre a implementação de qualquer negócio ou estrutura relacionada a uma possível fusão com a Gol, além do acordo de codeshare previamente divulgado.

Este acordo de codeshare, anunciado em maio, reflete uma cooperação comercial entre as duas companhias aéreas brasileiras, focada em otimizar rotas e expandir a oferta de voos, mas não representa um compromisso vinculativo para operações mais complexas de fusão ou aquisição.

Julia Peres

Redatora do Melhor Investimento.