FGC inicia pagamento a investidores do Banco Master hoje (19); veja como receber

Fundo vai ressarcir até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ após liquidação do banco

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Última atualização:  19 de jan, 2026 às 09:58
Fachada do Banco Master com colunas e grade, agência financeira associada ao FGC em prédio urbano. Foto: Amanda Perobelli/REUTEURS

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) começou o pagamento dos investidores do Banco Master nesta segunda-feira (19), que foi liquidado pelo Banco Central em 18 de novembro, em uma operação que deve ressarcir cerca de 1,6 milhão de credores.

O processo envolve a devolução de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, limite de cobertura do fundo, e deve movimentar aproximadamente R$ 41 bilhões, segundo informações oficiais.

O ressarcimento acontece porque o Banco Master entrou em liquidação extrajudicial, mecanismo acionado quando uma instituição financeira não consegue mais honrar seus compromissos.

Nesses casos, o FGC atua como uma espécie de seguro do sistema financeiro, protegendo investidores de produtos bancários cobertos pela garantia.

Maior operação de ressarcimento já feita pelo FGC

O pagamento aos clientes do Banco Master é considerado o maior da história do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O valor total a ser desembolsado representa cerca de um terço do caixa atual do fundo, estimado em R$ 120 bilhões.

Até então, o maior ressarcimento havia ocorrido na quebra do Banco Bamerindus, em 1997, quando cerca de R$ 20 bilhões foram pagos, em valores atualizados.

A lista de investidores com direito à cobertura já foi encaminhada ao FGC pelo liquidante nomeado para o caso, a empresa EFB Regimes Especiais de Empresas. O fundo realiza agora uma última checagem cadastral para eliminar inconsistências antes de liberar os depósitos.

Pagamento não é automático e exige cadastro

Apesar de o pagamento já estar em fase final de preparação, o ressarcimento não ocorre de forma automática. Todos os investidores precisam solicitar formalmente o recebimento dos valores.

No caso de pessoas físicas, o pedido deve ser feito por meio do aplicativo oficial do FGC, disponível para download em lojas digitais.

O investidor precisa criar uma senha, informar seus dados pessoais, realizar validação biométrica, enviar documentos solicitados e cadastrar uma conta bancária de mesma titularidade para receber o depósito.

Após concluir essas etapas, o sistema informa o valor disponível para ressarcimento, e o investidor deve assinar digitalmente o termo de solicitação. Somente depois dessa confirmação o pagamento é processado.

Já as pessoas jurídicas devem fazer o pedido pelo Portal do Investidor, no site do FGC. O responsável legal pela empresa precisa apresentar documentos, validar informações e indicar uma conta bancária vinculada ao mesmo CNPJ.

Prazo para pagamento e o que fazer em caso de atraso

Segundo o próprio FGC, após a solicitação ser concluída corretamente, o depósito é feito em até 48 horas úteis diretamente na conta informada. Esse prazo só começa a contar depois que todas as etapas forem finalizadas e validadas.

Se o valor não cair dentro do prazo informado, a orientação é verificar primeiro se:

  • o cadastro foi finalizado corretamente;
  • o termo de ressarcimento foi assinado;
  • os dados bancários não apresentam inconsistências.

Persistindo o problema, o investidor deve entrar em contato com a Central de Ajuda do FGC, disponível dentro do aplicativo, por chatbot, telefone ou e-mail. Divergências cadastrais ou pendências documentais costumam ser os principais motivos de atraso.

Quais produtos são cobertos pelo FGC

O FGC garante valores aplicados em produtos bancários de renda fixa, incluindo:

  • depósitos em conta corrente;
  • poupança;
  • CDBs e RDBs;
  • LCI e LCA;
  • letras hipotecárias e letras de câmbio.

Os valores pagos correspondem ao montante investido corrigido até a data da liquidação, em 18 de novembro. Não há correção adicional por inflação ou taxa Selic após essa data.

Impacto no sistema financeiro

Especialistas avaliam que, apesar do volume elevado, o pagamento não compromete a solidez do FGC nem do sistema financeiro nacional. O fundo é mantido por contribuições regulares dos próprios bancos e existe justamente para preservar a confiança dos investidores em momentos de crise institucional.

A liquidação do Banco Master reforça a importância da diversificação de aplicações e do respeito aos limites de garantia por instituição.

Para o investidor, a principal recomendação é acompanhar os canais oficiais do FGC e evitar fornecer dados pessoais fora do aplicativo ou site do fundo, reduzindo o risco de golpes durante o processo.

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Carolina Gandra

Carolina Gandra é Jornalista e Redatora do portal Melhor Investimento, especializada em criptomoedas, ações, tecnologia, mercado internacional e tendências financeiras. Transforma temas complexos como blockchain, inteligência artificial e estratégias de mercado em conteúdos acessíveis e envolventes. Com análises atuais e visão estratégica, ajuda leitores a decifrar o futuro dos investimentos e identificar oportunidades no mercado financeiro.