A falência dos bancos Silicon Valley Bank (SVB) e Signature Bank fomentou o debate sobre juros e condições de crédito mundo afora. A turbulência foi grande e segue gerando dúvidas sobre os impactos na economia do Brasil.

Segundo analistas do mercado financeiro, as instituições bancárias do Brasil não estão expostas às consequências da quebra dos bancos americanos. Os analistas afirmam que as perdas para o sistema financeiro brasileiro são irrelevantes e os indicadores de capital e liquidez permanecem confortáveis. 

Entretanto, isso não significa que as instituições e o país não vão repercutir a quebra do banco de startups de forma indireta nas próximas semanas e meses. Entenda as possíveis consequências: 

Fintechs com menos acesso a financiamentos

O SVB era o principal banco financiador de startups do ramo da tecnologia. Com isso, os investimentos para as fintechs (empresas que buscam inovar na oferta de serviços financeiros em formatos digitais) que já eram escassos, devem diminuir ainda mais.

Ações americanas menos rentáveis

A turbulência após a falência do Signature Bank e do SVB durou pouco devido à ajuda governamental aos bancos e aos correntistas. No entanto, no longo prazo, as notícias terão um efeito negativo sobre as ações. Os papéis de bancos menores têm caído nos pregões, devido à incerteza dos investidores. A expectativa ainda é de alta nos juros. Ainda que o Fed possa desacelerar o aperto na política monetária, a trajetória dos juros segue sendo de alta.

Juros maiores

Antes da quebra dos bancos americanos, o mercado precificou um aumento de 0,5 ponto percentual nas taxas de juros pelo Fed (Federal Reserve) para o mês de março. Isso após os indicadores econômicos de fevereiro mostrarem a resiliência do mercado de trabalho e a persistência da inflação no período. No entanto, a percepção de que o banco de startups faliu devido ao cenário de restrição monetária mudou a previsão. 

A avaliação da Fed sobre a taxa de juros será divulgada na próxima quarta-feira (22). Os juros não subirem por lá é melhor para o Brasil, que ficará menos pressionado frente ao dólar. Taxas de câmbio menores, refletem em preços menores de produtos importados.

Equipe MI

Equipe de redatores do portal Melhor Investimento.