Dólar fecha a R$ 4,99 e renova mínima com expectativa de acordo global
Moeda recua com expectativa de acordo no Oriente Médio e maior apetite por risco
Foto: Envato Elements
O dólar fechou esta terça-feira, 14 de abril de 2026, às 17h14, em queda no Brasil, cotado a R$ 4,9935, no menor nível desde março de 2024. O movimento foi influenciado principalmente pelo cenário externo, com investidores reagindo à possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e Irã, o que aumentou o apetite por risco e favoreceu moedas emergentes como o real.
Durante o dia, a moeda chegou a atingir a mínima intradiária de R$ 4,9712 por volta das 10h39, acompanhando o bom desempenho de ativos locais, incluindo a bolsa brasileira.
Ao longo da tarde, o dólar perdeu parte do ritmo de queda, mas ainda assim encerrou abaixo do patamar de R$ 5, repetindo o comportamento da véspera.
No acumulado de 2026, a moeda norte-americana já registra queda superior a 9%, refletindo uma combinação de fatores externos e fluxo positivo para mercados emergentes.
O que movimentou o dólar hoje
O principal fator por trás da queda foi a expectativa de avanço nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. Segundo informações de mercado, há possibilidade de retomada das conversas ainda nesta semana, o que reduz tensões geopolíticas e impacta diretamente ativos globais.
Esse cenário também pressionou os preços do petróleo, que recuaram, contribuindo para um ambiente mais favorável ao risco.
Além disso, o dólar perdeu força globalmente, caindo frente a diversas moedas, tanto de países emergentes quanto desenvolvidos.
Destaques do dia no mercado
Entre os pontos que influenciaram o câmbio nesta terça-feira (14), estão:
- Expectativa de acordo entre EUA e Irã;
- Queda do petróleo no mercado internacional;
- Valorização de moedas emergentes;
- Dólar mais fraco no exterior;
- Fluxo positivo para ativos brasileiros.
Cenário interno também entra no radar
No Brasil, o noticiário político teve impacto limitado, mas seguiu no radar dos investidores. Uma pesquisa eleitoral divulgada ao longo do dia trouxe atualizações sobre o cenário para as eleições, sem provocar mudanças relevantes nas cotações.
Já o Banco Central realizou, no fim da manhã, a venda de 50 mil contratos de swap cambial para rolagem de vencimentos, operação considerada técnica e sem impacto direto no câmbio.
O que observar nos próximos dias
O comportamento do dólar deve continuar sensível ao cenário externo, especialmente às negociações geopolíticas e aos dados econômicos globais. Além disso, o fluxo de capital para países emergentes e a trajetória dos juros internacionais seguem como fatores-chave.
Se o ambiente de maior apetite por risco se mantiver, o real pode continuar favorecido no curto prazo.