Diretor do Fed defende 4 cortes de juros em 2026 e minimiza risco de inflação
O diretor do Federal Reserve, Stephen Miran, afirmou que considera apropriado realizar quatro cortes de juros em 2026, totalizando cerca de 1 ponto percentual.
Foto: EFE/EPA/SHAWN THEW
O diretor do Fed defende 4 cortes de juros em 2026 como medida apropriada para sustentar a economia dos Estados Unidos diante de um cenário que, segundo ele, não apresenta problemas inflacionários relevantes. A declaração foi feita nesta quinta-feira (26), em entrevista à Fox Business, pelo diretor do Federal Reserve, Stephen Miran.
A sinalização ocorre em um momento em que o mercado acompanha atentamente os próximos passos da autoridade monetária norte-americana. Para Miran, quatro reduções ao longo de 2026, somando cerca de 1 ponto percentual, seriam compatíveis com a atual dinâmica da economia, especialmente diante da melhora no mercado de trabalho e do comportamento mais estável dos preços.
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Diretor do Fed defende 4 cortes de juros em 2026
O principal ponto da entrevista foi a defesa explícita de que o banco central americano pode realizar quatro cortes na taxa básica ao longo de 2026. Segundo Miran, a medida seria apropriada para ajustar a política monetária às condições atuais da economia.
De acordo com o dirigente, os dados recentes mostram avanço consistente no mercado de trabalho, mas ainda não justificam uma postura totalmente neutra. Na avaliação dele, a autoridade monetária pode agir de forma preventiva para garantir que a atividade continue sustentada.
A fala reforça uma ala mais inclinada ao afrouxamento dentro do Federal Reserve, o que tende a influenciar as expectativas de investidores sobre juros futuros, dólar e fluxo global de capitais.
Diretor do Fed defende 4 cortes de juros em 2026 ao afirmar que não há problema inflacionário
Outro ponto central foi a avaliação de que os Estados Unidos não enfrentam um problema estrutural de inflação neste momento. Para Miran, os preços apresentam estabilidade e parte das pressões observadas anteriormente perdeu força.
Ele destacou ainda que a inteligência artificial pode ser um fator estruturalmente desinflacionário, ao elevar produtividade e reduzir custos operacionais em diversos setores. Na visão do diretor, esse efeito estaria sendo interpretado de forma equivocada por parte do mercado.
Essa leitura ajuda a sustentar a tese de que o diretor do Fed defende 4 cortes de juros em 2026 sem colocar em risco o controle inflacionário — ponto que costuma ser a principal preocupação do banco central.
Mercado de trabalho melhorou, mas ainda exige cautela
Miran reconheceu que os indicadores de emprego evoluíram de forma significativa nos últimos meses. Ainda assim, ponderou que é cedo para afirmar que o setor não necessita mais de suporte.
Ao responder sobre a condução da política monetária, ele indicou que o cenário atual exige equilíbrio: a economia demonstra resiliência, mas ainda pode se beneficiar de condições financeiras menos restritivas.
Essa visão dialoga com análises recentes sobre a economia americana e seus desdobramentos para mercados emergentes — tema abordado em nossa cobertura sobre política monetária internacional e seus reflexos no Brasil.
Política monetária pode compensar limites no crédito
Durante a entrevista, Miran afirmou que a política monetária pode compensar eventuais impactos de restrições impostas a limites de gastos com cartões de crédito.
Na prática, juros mais baixos tenderiam a estimular consumo e crédito, suavizando possíveis efeitos contracionistas. Para o dirigente, esse instrumento continua sendo eficaz para equilibrar a atividade econômica.
O debate ganha relevância em meio a discussões regulatórias e ao papel do crédito no crescimento dos Estados Unidos.
Defesa de menos regulação bancária
O diretor também demonstrou apoio ao trabalho da vice-presidente de Supervisão do Fed, Michelle Bowman.
Segundo ele, o sistema bancário estaria excessivamente regulamentado, o que poderia prejudicar a concessão de crédito. Apesar de mencionar alguns contratempos pontuais, Miran afirmou que não observa sinais macroeconômicos preocupantes no crédito privado.
A avaliação sugere que, na visão dele, não há riscos sistêmicos que impeçam um eventual ciclo de flexibilização monetária.
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