Trump convida Lula para conselho de Gaza com exigência de US$ 1 bilhão
Convite envolve aporte de US$ 1 bilhão e integra a segunda fase do acordo de paz para a Faixa de Gaza liderado pelos Estados Unidos.
Lula durante encontro com Donald Trump na 47ª Cúpula da ASEAN (Foto: Agência Brasil/Wikimedia Commons/CC)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para integrar, de forma vitalícia, o Conselho de Paz da Faixa de Gaza, iniciativa que integra a segunda fase do acordo de paz para o território palestino. Para participar do grupo, o chefe do Executivo brasileiro teria de aportar US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,37 bilhões).
A carta-convite foi encaminhada diretamente a Lula por meio da Embaixada do Brasil em Washington, na tarde de sexta-feira (16). Segundo a proposta, o conselho será responsável por supervisionar a reconstrução da Faixa de Gaza, sob liderança dos Estados Unidos, principal aliado do governo israelense.
Lula avalia impactos geopolíticos da proposta
O presidente brasileiro deve analisar nos próximos dias se aceita ou não o convite. A decisão envolverá uma avaliação detalhada dos impactos geopolíticos da participação brasileira, além de pedidos de esclarecimento sobre o funcionamento e a atuação prática do órgão liderado pelos EUA.
Desde o início da guerra entre Israel e Hamas, em outubro de 2023, Lula tem adotado postura crítica à ofensiva militar no território palestino e defende a criação de um Estado palestino, o que adiciona complexidade política à decisão.
Além de Lula, o presidente da Argentina, Javier Milei, também recebeu convite para integrar o conselho. Neste sábado (17), Milei compartilhou uma imagem da carta em suas redes sociais e afirmou que considera uma “honra” participar da iniciativa, que será presidida por Donald Trump.
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Segundo a proposta apresentada, o conselho contará com líderes, ex-líderes e representantes do governo americano. Entre os nomes citados estão:
- Donald Trump, que presidirá o órgão
- Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA
- Tony Blair, ex-primeiro-ministro do Reino Unido
- Marc Rowan, empresário bilionário americano
- Robert Gabriel, assessor de Trump no Conselho de Segurança Nacional
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