A Petrobras (PETR4) firmou um acordo bilionário com o estaleiro asiático Seatrium, sediado em Singapura, para a construção de duas novas plataformas destinadas ao pré-sal brasileiro. Esse contrato representa o maior pedido em quase uma década para a Seatrium e promete impulsionar significativamente suas atividades. As plataformas, denominadas P-84 e P-85, estão programadas para entrar em operação entre 2029 e 2030, visando os campos de pré-sal de Atapu e Sépia, localizados na Bacia de Santos.

Desde o anúncio do contrato com a Petrobras, as ações da Seatrium (STL) têm apresentado um aumento notável, superando os 20%. No dia 24 de maio, quando o contrato foi revelado, o valor das ações era de 1,54 dólar de Singapura. Hoje, essas ações estão sendo negociadas a 1,87 dólar de Singapura, refletindo a confiança do mercado no potencial de crescimento da empresa asiática.

O renomado banco de investimento Morgan Stanley expressou um otimismo considerável em relação às ações da Seatrium. Com uma carteira de encomendas atualmente avaliada em US$ 28 bilhões, a empresa está bem posicionada para capitalizar o crescimento no setor de petróleo e gás offshore. O Morgan Stanley manteve o preço-alvo das ações da Seatrium em 2,75 dólares de Singapura, representando um potencial de valorização de 47% em relação ao fechamento atual.

Além do contrato com a Petrobras, a Seatrium também possui encomendas de empresas como a Shell e a ExxonMobil. Quanto ao contrato em questão, as plataformas P-84 e P-85 serão construídas em estaleiros localizados no Brasil, China e Singapura, com conteúdo local de 20% e 25%, respectivamente. As projeções financeiras indicam uma queda de 35% no lucro por ação para 2024, mas um aumento de 14% para 2025 e 2026, impulsionado pelo reconhecimento da receita proveniente das novas construções.

Julia Peres

Redatora do Melhor Investimento.