Colômbia encerra votação presidencial; novo presidente assumirá em agosto
Eleitores foram às urnas neste domingo para escolher o sucessor de Gustavo Petro em uma disputa marcada por desafios econômicos e de segurança.
Imagem: Reprodução via BdF
A Colômbia concluiu neste domingo (21) a votação do segundo turno das eleições presidenciais. Com mais de 41 milhões de eleitores aptos a participar do pleito, o país escolhe entre o candidato conservador Abelardo de la Espriella e o candidato de esquerda Iván Cepeda para comandar a nação pelos próximos quatro anos.
As urnas foram fechadas às 18h, no horário de Brasília. Pelas regras eleitorais colombianas, vence o candidato que obtiver o maior número de votos válidos, sem necessidade de alcançar maioria absoluta. O vencedor tomará posse em 7 de agosto de 2026, substituindo o atual presidente Gustavo Petro.
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Economia será um dos principais desafios
Independentemente do resultado, o próximo governo encontrará um cenário econômico considerado desafiador por analistas. Embora a economia colombiana tenha registrado crescimento de 2,6% no ano passado, o ritmo permanece abaixo da média observada antes da pandemia.
Nos últimos anos, a atividade econômica foi impulsionada principalmente pelo consumo das famílias, pela expansão dos gastos públicos e pelo aumento da renda dos trabalhadores. Em contrapartida, o investimento privado segue abaixo dos níveis registrados antes da crise sanitária.
Além disso, setores tradicionalmente relevantes para a economia colombiana, como petróleo e mineração, perderam força e deixaram de exercer o mesmo papel de sustentação do crescimento observado em anos anteriores.
Situação fiscal preocupa mercado
Outro tema que deve exigir atenção da próxima administração é o quadro fiscal do país. A dívida pública colombiana gira em torno de 60% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto especialistas alertam para as dificuldades do governo em cumprir as metas de equilíbrio das contas públicas.
A combinação entre arrecadação abaixo do esperado e despesas elevadas tem aumentado as preocupações sobre a sustentabilidade fiscal de médio prazo. Atualmente, a meta oficial prevê um déficit equivalente a 5,3% do PIB neste ano.
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Segurança segue entre as prioridades
Além dos desafios econômicos, o novo presidente terá de lidar com questões ligadas à segurança pública e ao controle territorial. Diversas regiões do país ainda convivem com a atuação de grupos armados ilegais, organizações criminosas e conflitos relacionados ao narcotráfico. Especialistas apontam que a retomada da presença do Estado em áreas vulneráveis será um dos principais testes para o próximo governo.
A expectativa é que a nova gestão busque reduzir os índices de violência e fortalecer as políticas de segurança, ao mesmo tempo em que tenta avançar em iniciativas voltadas para estabilidade econômica e crescimento sustentável.
Expectativa por resultado
Com o encerramento da votação, a atenção se volta para a apuração dos votos, que definirá quem comandará a Colômbia a partir de agosto.
O resultado também é acompanhado por investidores e observadores internacionais, já que as decisões do próximo governo poderão influenciar temas como política fiscal, ambiente de negócios, investimentos estrangeiros e relações diplomáticas na América Latina.
Com informações de CNN Brasil.