Caso Dark Horse: Fachin define Mendonça como relator no STF, e não Moraes

Caso Dark Horse: Fachin define André Mendonça como relator no STF, e não Moraes. Entenda a suspeita sobre o financiamento do filme de Bolsonaro. Saiba mais.

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Última atualização:  26 de jun, 2026 às 10:13
Caso Dark Horse no STF: martelo da Justiça simboliza a definição do relator do processo Foto: Pexels

O caso Dark Horse ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (25). O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu que o pedido de investigação sobre o filme passa a ficar sob a relatoria do ministro André Mendonça, e não de Alexandre de Moraes. Portanto, a apuração sobre o financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro muda de gabinete em um momento politicamente sensível.

A seguir, entenda o que Fachin decidiu, como o caso chegou ao STF, qual é a suspeita sobre o dinheiro do longa e por que o assunto interessa ao debate eleitoral de 2026.

O que Fachin decidiu sobre o caso Dark Horse

Antes de tudo, vale explicar a decisão. Fachin entendeu que os episódios citados na comunicação de crime coincidem com o objeto de outras investigações já conduzidas por André Mendonça. Ou seja, o presidente do STF aplicou o critério de prevenção, que concentra processos conexos no mesmo relator.

Além disso, segundo Fachin, o caso ainda envolve outros dois procedimentos criminais em andamento. Por isso, ele avaliou que todos devem ser reunidos em um único gabinete. Dessa forma, Mendonça assume a análise da nova investigação.

A definição veio depois de um pedido do próprio Moraes. Na última segunda-feira (22), o ministro solicitou que o presidente da corte resolvesse a questão. Em seguida, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou pelo envio do caso a Mendonça, já que ele analisa temas relacionados.

Como a investigação chegou ao STF

De início, o tema foi parar no gabinete de Moraes. Isso aconteceu no âmbito do inquérito que apura a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por suspeita de coação e tentativa de obstrução da Justiça. Atualmente, Eduardo é alvo de processos que já tiveram desdobramentos no tribunal, como mostrou a condenação que o tornou inelegível.

A solicitação de investigação partiu do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo na Câmara. Ele pediu a inclusão do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no inquérito. Vale lembrar que esse mesmo inquérito já havia colocado Eduardo Bolsonaro na condição de réu por suposta coação.

A suspeita sobre o financiamento do filme

O ponto central do caso Dark Horse é o dinheiro. Segundo Lindbergh, Flávio Bolsonaro teria atuado para captar recursos junto a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com o objetivo de financiar o filme sobre a vida do pai. No entanto, a suspeita vai além da produção cinematográfica.

De acordo com o documento, parte do montante poderia ter sido destinada a manter Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde ele vive desde o ano passado. Além disso, os valores poderiam ter financiado a campanha por sanções e tarifas em troca de uma anistia ao ex-presidente. O elo com o Banco Master, aliás, já apareceu em pesquisas que medem o impacto eleitoral do caso.

O que dizem Flávio e Eduardo Bolsonaro

Por outro lado, os citados negam qualquer irregularidade. Flávio Bolsonaro afirmou que apenas tratou com Vorcaro para angariar recursos voltados à realização do longa-metragem. Assim, segundo o senador, não houve desvio de finalidade.

Eduardo Bolsonaro, por sua vez, classificou a suspeita da Polícia Federal como “tosca”. De acordo com ele, o seu status de migração impediria o recebimento de valores. Contudo, caberá agora a André Mendonça avaliar os argumentos e decidir os próximos passos da investigação.

Por que o caso Dark Horse importa para 2026

Para o investidor e para o eleitor, o tema não é apenas mais uma disputa jurídica. Afinal, Flávio Bolsonaro é pré-candidato à Presidência e o tema mexe diretamente com o tabuleiro eleitoral de 2026. Dessa forma, qualquer avanço da investigação tende a repercutir no mercado e nas articulações políticas.

Além disso, a troca de relator costuma influenciar o ritmo e o tom das apurações no STF. Por isso, analistas acompanham de perto cada movimento da corte. Você pode acompanhar os comunicados oficiais diretamente no portal do Supremo Tribunal Federal.

Por fim, o caso promete novos desdobramentos nas próximas semanas. Portanto, vale acompanhar as decisões de Mendonça e as reações do campo bolsonarista, que tenta organizar suas peças para a corrida presidencial.