IPCA-15 no Brasil e PPI nos EUA dominam o calendário econômico da semana
O calendário econômico da semana concentra divulgações decisivas para o mercado, com destaque para o IPCA-15 e o Caged no Brasil e o índice de preços ao produtor (PPI) nos Estados Unidos.
Foto: : Rmcarvalho/Getty Images/Canva
O calendário econômico da semana: IPCA-15 e Caged no Brasil e inflação nos EUA concentra os principais eventos capazes de movimentar juros, dólar e Bolsa nos próximos dias. A agenda reúne dados decisivos sobre inflação e mercado de trabalho, tanto no Brasil quanto no exterior, além de indicadores de atividade e confiança que ajudam investidores a calibrar expectativas.
A semana será marcada pela divulgação do IPCA-15 de fevereiro e do Caged no Brasil, enquanto, nos Estados Unidos, o índice de preços ao produtor (PPI) deve orientar as projeções para os próximos passos da política monetária americana. Os números serão divulgados entre segunda-feira (23) e sexta-feira (27), com maior concentração de eventos no último dia da semana.
IPCA-15 lidera o calendário econômico da semana
O principal destaque do calendário econômico da semana é o IPCA-15, que será divulgado na sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O indicador é considerado uma prévia da inflação oficial e influencia diretamente as expectativas sobre a taxa básica de juros, a Selic. A projeção de mercado aponta avanço de 0,56% em fevereiro.
O que: IPCA-15 de fevereiro
Quando: sexta-feira (27)
Onde: Brasil
Como: levantamento de preços ao consumidor
Por que importa: afeta decisões de política monetária e precificação de ativos
Caso o número venha acima do esperado, pode haver pressão sobre os juros futuros e revisão das apostas para cortes na Selic. Se surpreender para baixo, o mercado pode reagir com alívio, especialmente em setores sensíveis a crédito, como varejo e construção.
Inflação nos EUA também ganha protagonismo
O calendário econômico da semana também reserva atenção à inflação nos Estados Unidos. Na sexta-feira, será divulgado o índice de preços ao produtor (PPI), indicador que antecede movimentos da inflação ao consumidor.
O que: PPI de janeiro
Quando: sexta-feira (27)
Onde: Estados Unidos
Como: medição de preços no nível do produtor
Por que importa: influencia decisões do Federal Reserve
O dado é acompanhado de perto porque pode alterar expectativas sobre os próximos passos do banco central americano. Uma leitura mais forte tende a pressionar os rendimentos dos títulos do Tesouro americano e fortalecer o dólar globalmente, impactando mercados emergentes.
Além do PPI, a semana traz pedidos semanais de auxílio-desemprego e o Índice de Atividade Nacional do Fed de Chicago.
Caged mostra ritmo do mercado de trabalho brasileiro
Outro ponto central do calendário econômico da semana é a divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), também na sexta-feira (27).
A expectativa é de criação de aproximadamente 84 mil vagas formais em janeiro.
O que: geração de empregos formais
Quando: sexta-feira (27)
Onde: Brasil
Como: registro administrativo de admissões e desligamentos
Por que importa: sinaliza força da atividade econômica
Um mercado de trabalho aquecido pode sustentar o consumo, mas também gerar pressão inflacionária, principalmente no setor de serviços. Por isso, o dado é monitorado pelo Banco Central do Brasil na formulação da política monetária.
IGP-M e sondagens reforçam leitura sobre atividade
Na quinta-feira (26), a Fundação Getulio Vargas divulga o IGP-M de fevereiro, com expectativa de alta de 0,55%. O índice é conhecido por seu uso em contratos de aluguel e como sinal antecedente de inflação.
Também serão publicadas sondagens do comércio e de serviços, que ajudam a medir o nível de confiança empresarial.
Esses dados complementam o calendário econômico da semana ao oferecer uma visão mais ampla da atividade econômica doméstica.
Ambiente internacional e risco tarifário
O cenário externo também permanece no radar. Investidores acompanham declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possível elevação de tarifas globais.
Mudanças na política comercial podem gerar volatilidade nos mercados internacionais, afetando fluxo de capital e moedas emergentes.
Na Europa, saem dados de inflação da Zona do Euro e desemprego na Alemanha, reforçando a leitura sobre o ritmo da economia do bloco.
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