Bradesco BBI eleva recomendação da Azul (AZUL53) após saída do Chapter 11

Banco revisa avaliação após reestruturação reduzir dívida e juros

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24 de fev, 2026 às 11:20
Avião da Azul decolando com céu azul ao fundo e logotipo colorido na cauda. Foto: Antonio Moraes/Agência Brasil

O Bradesco BBI elevou a recomendação das ações da Azul (AZUL53) de equivalente à venda para neutra, após a companhia aérea concluir seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, conhecido como Chapter 11.

A decisão foi divulgada nesta semana, poucos dias depois de a empresa anunciar oficialmente o encerramento da reestruturação financeira.

A revisão ocorreu porque a companhia reduziu dívidas, alongou compromissos e melhorou seu perfil financeiro, segundo análise do banco.

Com o fim do processo, a Azul cortou cerca de US$ 1,1 bilhão em empréstimos e financiamentos. Também reduziu aproximadamente 40% das obrigações relacionadas ao arrendamento de aeronaves e diminuiu mais de 50% dos pagamentos anuais de juros em comparação ao período anterior à recuperação.

Novo preço-alvo

O Bradesco BBI estabeleceu preço-alvo de R$ 273 para os papéis, o que representa potencial de valorização em relação ao último fechamento. O cálculo considera um múltiplo de 4,3 vezes o valor da firma (EV) sobre o Ebitda projetado para 2027.

Apesar da melhora estrutural, os analistas ponderam que o cenário ainda exige cautela. A expectativa é de crescimento moderado do Ebitda da Azul nos próximos anos, em ritmo ligeiramente inferior ao de outras companhias aéreas da América Latina.

Ajustes no plano de negócios

Com a saída do Chapter 11, a empresa passa a focar exclusivamente na execução do seu plano de negócios atualizado em janeiro de 2026. Entre os ajustes, está uma leve alta na oferta total de assentos para 2026 e 2027.

Ao mesmo tempo, houve pequenas revisões nas estimativas de receita por passageiro e nos custos operacionais. A companhia projeta redução recorrente de custos em 2026, o que pode contribuir para melhorar margens.

Contexto do setor

O setor aéreo ainda enfrenta desafios, como volatilidade cambial, custos de combustível e cenário macroeconômico incerto. A desalavancagem da Azul, no entanto, reduz parte da pressão financeira e pode dar mais previsibilidade ao caixa da empresa.

Para o mercado, a mudança de recomendação sinaliza que o momento mais crítico da reestruturação ficou para trás. Ainda assim, o desempenho das ações dependerá da capacidade da companhia de executar o plano e manter disciplina financeira nos próximos trimestres.

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Carolina Gandra

Jornalista do portal Melhor Investimento, especializada em criptomoedas, ações, tecnologia, mercado internacional e tendências financeiras. Transforma temas complexos como blockchain, inteligência artificial e estratégias de mercado em conteúdos acessíveis e envolventes. Com análises atuais e visão estratégica, ajuda leitores a decifrar o futuro dos investimentos e identificar oportunidades no mercado financeiro.