Bolsonaro deve receber alta e iniciar prisão domiciliar nesta sexta após melhora clínica

O ex-presidente Jair Bolsonaro deve receber alta hospitalar nesta sexta-feira após apresentar melhora no quadro de pneumonia.

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Última atualização:  26 de mar, 2026 às 16:27
Foto em close-up de Jair Bolsonaro. Ele está em primeiro plano, com uma expressão séria, vestindo uma camisa polo verde-escura e apresenta um curativo branco na base do pescoço. Foto: REUTERS/Mateus Bonomi/File Photo

O ex-presidente Jair Bolsonaro deve receber alta hospitalar nesta sexta-feira (27), após apresentar evolução positiva no tratamento de uma pneumonia. A previsão médica indica que, logo após deixar o hospital, ele dará início ao cumprimento de prisão domiciliar determinada pelo Supremo Tribunal Federal.

Internado há cerca de duas semanas no hospital DF Star, em Brasília, Bolsonaro apresentou melhora progressiva e já não apresenta sinais de infecção aguda, segundo boletim divulgado nesta quinta-feira (26).

A expectativa da equipe médica é que a alta ocorra sem intercorrências, marcando o fim do tratamento hospitalar e o início de uma nova fase sob restrições judiciais.

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Alta hospitalar de Bolsonaro marca transição para prisão domiciliar

A alta hospitalar de Bolsonaro ocorre após tratamento intensivo contra uma pneumonia bacteriana bilateral, quadro que se desenvolveu a partir de broncoaspiração. De acordo com os médicos responsáveis, o ex-presidente respondeu bem à antibioticoterapia intravenosa e às sessões de fisioterapia respiratória e motora.

O médico Brasil Ramos Caiado destacou que a evolução clínica foi “linear e progressiva”, dentro do esperado para um quadro considerado grave. Exames recentes, como radiografias, indicaram melhora significativa, embora ainda exista uma lesão residual no pulmão esquerdo.

O término do ciclo de antibióticos está previsto justamente para esta sexta-feira, o que reforça a decisão de conceder alta. Ainda assim, Bolsonaro deve seguir em acompanhamento médico fora do ambiente hospitalar.

Início da prisão domiciliar e restrições impostas

Com a saída do hospital, Bolsonaro passará a cumprir prisão domiciliar por determinação do ministro Alexandre de Moraes. A medida foi estabelecida por um período inicial de 90 dias e inclui uma série de restrições.

Entre as principais determinações estão:

  • Proibição do uso de celular e acesso a redes sociais
  • Limitação de visitas apenas a familiares, advogados e equipe médica
  • Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica
  • Monitoramento pela Polícia Militar do Distrito Federal
  • Proibição de manifestações ou aglomerações em um raio de 1 km da residência

A decisão busca garantir o cumprimento da medida judicial ao mesmo tempo em que considera o estado de saúde do ex-presidente.

Tratamento, recuperação e adaptações na residência

Mesmo com a alta hospitalar de Bolsonaro, o processo de recuperação ainda exige cuidados contínuos. Durante a internação, ele também apresentou sintomas como episódios de soluço, que diminuíram ao longo dos dias.

Para garantir melhores condições de recuperação, a residência do ex-presidente em Brasília está passando por adaptações. Entre elas, está a instalação de uma cama específica para auxiliar no tratamento de refluxo gastroesofágico, condição que pode interferir no quadro respiratório.

Além disso, a equipe médica avalia que a reabilitação deve incluir continuidade da fisioterapia e monitoramento clínico frequente.

Possível cirurgia e próximos passos

Apesar da melhora no quadro respiratório, os médicos não descartam a necessidade de uma cirurgia no ombro direito. O procedimento, no entanto, só deve ser considerado após a recuperação completa da pneumonia.

A prioridade, neste momento, é consolidar a estabilidade clínica do ex-presidente e evitar qualquer tipo de complicação.

Defesa critica prazo da medida judicial

A defesa de Bolsonaro avaliou positivamente a concessão da prisão domiciliar, afirmando que a decisão restabelece a coerência em relação a entendimentos anteriores do STF. No entanto, criticou o prazo de 90 dias definido pela Corte.

O advogado Paulo Amador da Cunha Bueno argumenta que o período fixado é incomum e não leva plenamente em consideração as condições de saúde do ex-presidente, que, segundo ele, exigiriam cuidados contínuos por tempo indeterminado.