Wilson Sons: oportunidade de investimento surge após desistência de OPA pela I Squared Capital
A Wilson Sons (PORT3) anunciou que a I Squared Capital não fará uma OPA voluntária pela empresa, impactando o preço das ações, que caiu 10%.
Wilson Sons: oportunidade de investimento surge após desistência de OPA pela I Squared Capital
Na última quarta-feira (23), a operadora portuária Wilson Sons (PORT3) revelou que a I Squared Capital não fará uma oferta pública de aquisição (OPA) voluntária pela empresa. Este movimento impacta diretamente o futuro da companhia e pode apresentar oportunidades interessantes para investidores. Com uma participação majoritária de 56,47% pertencente à Ocean Wilsons, as ações da Wilson Sons passaram a ser vistas sob uma nova luz após a desistência da OPA, com investidores se perguntando sobre as consequências desse desenvolvimento no cenário do mercado portuário brasileiro.
A Wilson Sons, reconhecida como uma das principais operadoras portuárias do Brasil, enfrentou um momento decisivo após a divulgação da desistência da I Squared Capital em realizar uma OPA. Este anúncio foi feito no fechamento do mercado, gerando um impacto imediato nas ações da empresa, que caíram cerca de 10%, atingindo R$ 16,01. O cenário resultante sugere que, embora a OPA não tenha se concretizado, a empresa ainda está em uma trajetória de mudança e possível valorização.
De acordo com a análise do Bradesco BBI, a Ocean Wilsons, controladora da Wilson Sons, deve continuar o processo de venda de sua participação majoritária para a MSC. Essa venda está prevista para ser finalizada no segundo semestre de 2025, e a MSC, após o fechamento do negócio, planeja lançar uma OPA pela participação restante, utilizando o mesmo preço e condições oferecidos à Ocean Wilsons. Essa continuidade pode reforçar a confiança no mercado e no futuro da Wilson Sons, mesmo após a desistência da OPA.
Desde o anúncio da venda em 21 de outubro, as ações da Wilson Sons experimentaram uma queda significativa. O preço de R$ 17,50 por ação, estipulado como parte do negócio, não será ajustado por dividendos que podem alcançar até US$ 22 milhões trimestrais até a data de fechamento. Isso cria uma dinâmica interessante para os investidores, que agora estão avaliando a oportunidade de arbitragem, conforme destacado pelo Bradesco BBI.
Com a recente queda no preço das ações da PORT3, analistas acreditam que esta é uma oportunidade atraente para os investidores. O Bradesco BBI projeta um retorno total de 17%, o que equivale a 165% do CDI, caso o fechamento ocorra em julho do próximo ano e a OPA em setembro de 2025. A chance de um retorno considerável em um período relativamente curto pode ser um atrativo para investidores que buscam maximizar seus lucros.
Além do foco na venda da participação majoritária, a Wilson Sons também está avançando com a venda de sua joint venture de embarcações de apoio offshore, WSUT. A administração confirmou que este processo prosseguirá em conjunto com a venda do PORT3 para a MSC. Importante ressaltar que o preço do negócio de R$ 17,50 por ação não será afetado pela venda da WSUT. Assim, os acionistas minoritários podem ter um adicional de R$ 1,30 por ação (cerca de 8% do preço de fechamento anterior), o que poderia tornar a operação ainda mais atraente.