O Conselho de Administração da Telefônica Brasil (VIVT3) divulgou nesta terça-feira (5) um novo programa de recompra de até 40.827.672 de ações da sua própria emissão. O objetivo da controladora da Vivo no Brasil é adquirir ações ordinárias para guardar, cancelar ou vender depois, sem diminuir o valor do capital social.

O programa, que estará em vigor até março de 2025, foi aprovado em conformidade com as regras da empresa e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), tendo como valor máximo a ser utilizado R$1 bilhão.

A Telefônica Brasil também informou que realizará o pagamento da Redução de Capital Social aprovada em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), cerca de R$ 1,5 bilhão, no dia 10 de julho. O valor por ação será de R$ 0,90766944153, estando sujeito a ajustes de acordo com a base acionária a ser verificada em 10 de abril. Após essa data, as ações serão consideradas ex-direitos de restituição. Os pagamentos serão feitos em parcela única.

Vale destacar que os recursos estarão disponíveis diretamente nas contas correntes dos acionistas, com opção bancária no cadastro junto ao Bradesco. Para os que possuem ações em Custódia Fiduciária, o pagamento será feito por meio de Sociedades Corretoras.

Por que as empresas fazem a recompra de ações?

O programa de recompra de ações, ou buyback, ocorre quando uma empresa adquire de volta suas próprias ações que estão em circulação. Essa estratégia é adotada pelas organizações quando consideram que o preço de seus ativos está abaixo do valor de mercado.

Isso pode ocorrer devido a algum fator que cause queda nos preços dos ativos, como uma crise econômica ou oscilação no cenário internacional. Ou seja, a empresa opta neste momento por reutilizar o capital. Assim, ela pode cancelar os ativos recomprados ou mantê-los para venda futura.

Confira em detalhes através do nosso artigo: recompra de ações

Gabryella Mendes

Redatora do Melhor Investimento.