Imposto de Renda 2026: Receita cria “cashback” automático de até R$ 1.000 via Pix
Nova regra beneficia contribuintes que não declararam no ano passado e deve alcançar cerca de 4 milhões de brasileiros
Uma das principais novidades do Imposto de Renda Pessoa Física em 2026 promete surpreender um grupo específico de brasileiros: aqueles que não foram obrigados a declarar em 2025.
A Receita Federal passou a adotar um modelo de restituição automática, apelidado de “cashback”, que permitirá a devolução de valores diretamente na conta do contribuinte — sem a necessidade de envio da declaração.
Segundo o órgão, quem tiver direito a até R$ 1.000 de restituição poderá receber o valor automaticamente via Pix, em um lote previsto para 15 de julho de 2026.
Apesar da novidade aparecer na declaração de 2026, é importante destacar que o valor pago refere-se ao ano-calendário de 2024, ou seja, à declaração do Imposto de Renda de 2025. Já valores relativos ao ano-calendário de 2025 — que serão declarados em 2026 — só serão pagos a partir de 2027.
Quem tem direito ao “cashback” do Imposto de Renda
A medida é voltada a contribuintes que, mesmo sem obrigação de declarar, tiveram valores retidos ao longo do ano e, portanto, têm direito à restituição.
Para receber o dinheiro automaticamente, é necessário cumprir alguns critérios:
- Estar com o CPF regular, sem pendências
- Ter uma chave Pix vinculada ao CPF
- Manter os dados bancários atualizados
- Não possuir restrições junto à Receita Federal
A estimativa da Receita é de que cerca de 4 milhões de pessoas sejam contempladas, com valor médio de aproximadamente R$ 125 por contribuinte.
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Como saber se você vai receber a restituição automática
O contribuinte poderá verificar se está na lista por meio dos canais oficiais da Receita, como:
- aplicativo Meu Imposto de Renda
- portal e-CAC
- site da Receita Federal (consulta pública de restituições)
Caso o contribuinte identifique que tem direito ao valor, mas não foi incluído no lote automático, é possível entrar com um pedido administrativo.
Segundo o especialista Edilson Júnior, do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro, o processo pode ser feito via sistema eletrônico da Receita.
Vale a pena declarar mesmo sem obrigação?
Especialistas recomendam que, mesmo não sendo obrigado, o contribuinte considere enviar a declaração.
Isso porque, ao declarar, é possível antecipar o recebimento da restituição, em vez de aguardar o pagamento automático posterior.
“Quem entrega a declaração recebe antes. O cashback vem depois. Então, pode ser mais vantajoso declarar mesmo sem obrigatoriedade”, explica Edilson Júnior.
Calendário de restituições do IR 2026
A Receita Federal prevê o pagamento de restituições em quatro lotes principais:
- 29 de maio
- 30 de junho
- 31 de julho
- 28 de agosto
A expectativa é de que 80% dos contribuintes recebam nos dois primeiros lotes.
Quem recebe primeiro? Veja a ordem de prioridade
A restituição segue uma ordem de prioridade definida por lei. Recebem antes:
- Idosos com 80 anos ou mais
- Idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência ou doença grave
- Professores cuja principal renda seja o magistério
Depois disso, ganham prioridade os contribuintes que:
- utilizam a declaração pré-preenchida
- optam por receber via Pix com chave CPF
Como consultar a restituição
Para saber quando irá receber, o contribuinte pode acessar o site oficial da Receita e informar o CPF e a data de nascimento
Vale lembrar que, se a declaração cair na chamada “malha fina”, o pagamento da restituição fica suspenso até a regularização. Além disso, o valor só pode ser creditado em contas vinculadas ao CPF do titular — seja conta corrente, poupança ou Pix com chave CPF.
O prazo para envio da declaração do Imposto de Renda 2026 vai até 29 de maio. A recomendação geral é evitar deixar para a última hora, especialmente para quem deseja receber a restituição nos primeiros lotes.