PF pede prisão preventiva de MC Ryan SP após decisão do STJ

A Polícia Federal solicitou a prisão preventiva de MC Ryan SP após sua soltura pelo Superior Tribunal de Justiça, que apontou erro no prazo da prisão temporária.

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Última atualização:  23 de abr, 2026 às 17:34
Retrato em close do cantor de funk MC Ryan SP contra um fundo vermelho sólido. Ele usa uma faixa de cabeça branca da marca Gucci com uma listra vermelha central. O artista possui tatuagens no rosto (incluindo um pequeno rosto estilizado abaixo do olho direito) e no pescoço. Ele veste um casaco esportivo branco com capuz e uma corrente de ouro grossa. Ryan está com as mãos juntas à frente do rosto em um gesto de agradecimento ou oração, exibindo um anel de ouro grande no dedo anelar. Ele olha diretamente para a câmera com uma expressão séria. Foto: Divulgação

A prisão preventiva de MC Ryan SP voltou ao centro das atenções nesta quinta-feira (23), após a Polícia Federal solicitar uma nova ordem de detenção contra o artista, pouco depois de sua soltura determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O caso envolve investigações sobre um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado.

A decisão que colocou o funkeiro em liberdade foi assinada pelo ministro Messod Azulay Neto, que identificou um erro no prazo da prisão temporária anteriormente decretada. No entanto, com o avanço das investigações, a PF entende que há elementos suficientes para justificar uma nova prisão — desta vez, em caráter preventivo.

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Prisão preventiva de MC Ryan SP volta ao debate com novo pedido da PF

O pedido de prisão preventiva de MC Ryan SP foi feito no âmbito da Operação Narco Fluxo, que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de movimentar cerca de R$ 1,6 bilhão por meio de rifas online e apostas ilegais. Além do artista, também são alvos do novo pedido o funkeiro MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, conhecido por ser o criador da página Choquei.

De acordo com a Polícia Federal, a solicitação ocorre após a análise de provas reunidas durante a operação. Os investigadores apontam risco de fuga, possibilidade de continuidade das atividades ilícitas e necessidade de garantir a ordem pública como principais justificativas para a medida.

Entenda a decisão do STJ

A soltura de MC Ryan SP ocorreu após a defesa apresentar um pedido de habeas corpus ao STJ. O argumento central foi um erro na fixação do prazo da prisão temporária. Segundo o ministro Messod Azulay Neto, a decisão judicial autorizou uma detenção de 30 dias, enquanto o pedido original da Polícia Federal previa apenas cinco dias.

Diante dessa inconsistência, o magistrado considerou a prisão irregular e determinou a libertação do artista. A decisão, no entanto, não analisa o mérito das acusações, ou seja, não significa absolvição nem arquivamento do caso.

Investigação aponta esquema bilionário

A prisão preventiva de MC Ryan SP está diretamente ligada às suspeitas de envolvimento em um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro. Segundo a investigação, o grupo utilizava plataformas digitais para promover rifas e apostas ilegais, mascarando a origem de recursos provenientes de atividades criminosas.

As autoridades também apontam uma possível ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores organizações criminosas do país. Nesse contexto, o nome do contador Rodrigo Morgado aparece como peça-chave. Ele é suspeito de atuar como operador financeiro do esquema, auxiliando na movimentação e ocultação dos valores.

Morgado já estava preso desde outubro de 2025, acusado de prestar assessoria financeira ao grupo criminoso.

Histórico da operação e desdobramentos

A Operação Narco Fluxo foi deflagrada no último dia 15 e já resultou na prisão de 33 pessoas. Desde então, a Polícia Federal tem aprofundado a análise de documentos, transações financeiras e comunicações entre os investigados.

Com o avanço das apurações, surgiram novos indícios que motivaram o pedido de conversão das prisões temporárias em preventivas. Esse tipo de prisão não tem prazo definido e pode ser mantido enquanto persistirem os riscos apontados pelas autoridades.