Preço médio do galão de gasolina nos EUA passa dos US$ 4 pela primeira vez desde 2022

O preço médio do galão de gasolina nos Estados Unidos ultrapassou US$ 4 pela primeira vez desde 2022, segundo dados da American Automobile Association. A

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31 de mar, 2026 às 16:30
Um close-up de um painel de preços em um posto de combustíveis (da marca Chevron, visível ao fundo). O painel é dividido em duas seções principais de cores sólidas com números grandes e brancos. Imagem: Reuters / Mike Blake

O preço médio do galão de gasolina nos EUA passa dos US$ 4 pela primeira vez desde 2022, marcando um novo momento de pressão sobre o bolso dos consumidores americanos. O dado mais recente divulgado pela American Automobile Association mostra que o valor médio atingiu US$ 4,018 nesta semana, o maior patamar desde agosto de 2022. A escalada ocorre em meio a tensões geopolíticas e aumento nos custos de energia, afetando diretamente o custo de vida e reacendendo preocupações com a inflação.

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O avanço recente chama atenção pela velocidade. Há cerca de um mês, o preço médio da gasolina nos Estados Unidos estava abaixo de US$ 3 por galão. Isso significa que o indicador registrou uma alta de aproximadamente 30% em poucas semanas, evidenciando um movimento abrupto no mercado de combustíveis.

Esse salto ocorre em um momento delicado para a economia americana, que ainda lida com desafios inflacionários. O encarecimento da gasolina impacta diretamente setores como transporte e logística, além de reduzir o poder de compra das famílias.

Comparação anual reforça tendência de alta

Além da disparada no curto prazo, os dados mostram que o aumento não é pontual. Há um ano, o preço médio do galão de gasolina nos EUA estava em US$ 3,168. A diferença reforça uma tendência de valorização contínua dos combustíveis, influenciada por fatores estruturais como oferta global restrita e custos de produção mais elevados.

A gasolina premium segue a mesma trajetória e já se aproxima de US$ 5, com preço médio de US$ 4,904 por galão. O movimento indica que todas as categorias de combustíveis estão sendo pressionadas, independentemente do tipo.

Diferença regional eleva preços acima de US$ 5

Embora a média nacional tenha ultrapassado US$ 4, algumas regiões já enfrentam preços significativamente mais altos. Estados como Califórnia e Washington registram valores superiores a US$ 5 por galão, refletindo fatores locais como impostos, logística e políticas ambientais mais rígidas.

Essa disparidade regional mostra que o impacto do aumento não é uniforme. Em áreas com maior custo estrutural, os consumidores sentem a pressão de forma ainda mais intensa.

Diesel amplia pressão com alta expressiva

Se a gasolina já pesa no orçamento, o diesel apresenta um cenário ainda mais crítico. O preço médio do combustível chegou a US$ 5,454 por galão e permanece acima de US$ 5 desde meados de março. Desde o início da guerra no Irã, a alta acumulada é de cerca de 40%.

O diesel é essencial para o transporte de cargas, o que significa que seu encarecimento tem efeito cascata sobre diversos setores da economia. Produtos básicos, alimentos e bens industriais tendem a ficar mais caros, ampliando o impacto inflacionário.

Recordes históricos ainda são referência

Apesar da forte alta recente, os preços ainda não superaram os recordes históricos registrados em 2022. Naquele ano, o galão de gasolina atingiu US$ 5,016 em junho, enquanto o diesel chegou a US$ 5,816 no mesmo período.

Ainda assim, o retorno a níveis próximos desses patamares acende um alerta para o mercado. Especialistas apontam que, caso as tensões internacionais persistam e a oferta global continue pressionada, novos picos não podem ser descartados.

Por que os preços estão subindo?

O aumento no preço médio do galão de gasolina nos EUA passa dos US$ 4 principalmente devido a fatores externos. Entre eles, destacam-se as tensões geopolíticas no Oriente Médio, que afetam a produção e distribuição de petróleo, além de questões sazonais, como maior demanda por combustíveis em períodos de viagens.

Outro ponto relevante é a limitação da capacidade de refino e os custos logísticos, que também influenciam diretamente o preço final ao consumidor.