Os trabalhadores vinculados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) anunciaram nesta terça-feira (21) uma paralisação das atividades. Com proporções a nível nacional, a paralisação visa avaliar uma greve contra o processo de privatização de ativos da Petrobras, de acordo com um comunicado.

O movimento iniciou após a diretoria executiva da companhia ter decidido, após análises preliminares, a retomada do processo de transferência de ativos com contratos de venda assinados. A Petrobras tem pendentes transações já assinadas de mais de US$ 2 bilhões.

A FUP e seus sindicatos estão pressionando o governo para que assuma o papel de acionista controlador da Petrobras e oriente os indicados da União no Conselho de Administração a votarem pela suspensão das privatizações. 

Em nota, o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, afirmou que a deliberação “rápida” da diretoria vai contra o que foi defendido em campanha pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“É inadmissível que profissionais alinhados ao governo anterior sigam entranhados na gestão da empresa. Estão inviabilizando o programa de governo que foi aprovado nas urnas”, afirmou Bacelar em nota.

Após o início do governo do presidente Lula, apenas o presidente da petroleira estatal foi alterado na alta cúpula da companhia.

Na sexta-feira (24), durante a paralisação nacional da categoria, os sindicatos devem iniciar assembleias. Os trabalhadores avaliarão a aprovação do estado de greve contra qualquer tentativa de privatização de ativos da Petrobras.

Contudo, a Petrobras ainda não se pronunciou sobre a paralisação e a possibilidade de greve dos petroleiros.

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Equipe MI

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