Petrobras investe R$ 6 bilhões em biocombustíveis e cria polo em Cubatão

A Petrobras aprovou um investimento de R$ 6 bilhões para construir uma unidade de biocombustíveis em Cubatão (SP), dentro da Refinaria Presidente Bernardes.

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22 de jun, 2026 às 17:20
Placa metálica com o logotipo da Petrobras em primeiro plano. Ao fundo, a fachada de um edifício moderno com vidros espelhados azuis que refletem a estrutura de uma torre metálica e parte de uma construção vizinha. Imagem: Shutterstock

A Petrobras biocombustíveis deu um passo decisivo na sua estratégia de transição energética ao aprovar um investimento de R$ 6 bilhões para a construção de uma unidade dedicada à produção de combustíveis renováveis em Cubatão (SP). O projeto, considerado um marco na atuação da estatal, reforça o avanço da companhia no setor de energia limpa e deve posicionar a empresa como uma das principais produtoras de combustíveis sustentáveis do país.

O anúncio foi feito após aprovação do Conselho de Administração da Petrobras, que confirmou a execução do projeto RPBC Biorrefino. A iniciativa prevê a construção de uma fábrica capaz de produzir bioquerosene de aviação (BioQAV) e diesel renovável, com operação prevista para começar em 2030.

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Petrobras biocombustíveis e o novo polo em Cubatão

O projeto de Petrobras biocombustíveis será instalado na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), localizada em Cubatão, no estado de São Paulo. Trata-se da primeira unidade da estatal totalmente dedicada à produção de combustíveis renováveis, marcando uma mudança estrutural no portfólio energético da companhia.

A capacidade estimada é de até 15 mil barris por dia (bpd), voltados principalmente para dois produtos estratégicos: o bioquerosene de aviação (BioQAV) e o diesel renovável. A expectativa é que a operação plena ocorra em 2030, consolidando o projeto como um dos maiores da área de energia limpa no país.

Investimento e cronograma do projeto

A decisão da Petrobras biocombustíveis envolve um investimento de US$ 1,2 bilhão, equivalente a cerca de R$ 6 bilhões. Com a aprovação, o projeto entra agora na fase final de contratação e formalização de contratos com fornecedores e parceiros.

O cronograma prevê que as obras sejam iniciadas até o final de 2026, respeitando etapas de engenharia, licenciamento e estruturação financeira. A estatal destacou que o projeto já está incluído no Plano de Negócios 2026–2030, dentro da carteira de implantação base, o que indica prioridade estratégica dentro da companhia.

Subtítulo: Petrobras biocombustíveis e a transição energética no Brasil

A aposta em Petrobras biocombustíveis está diretamente ligada ao processo global de transição energética. A empresa afirmou que o projeto RPBC Biorrefino está alinhado ao compromisso de liderar uma transição “justa” no setor energético brasileiro, ampliando a oferta de combustíveis de menor impacto ambiental.

O foco principal está no setor aéreo, considerado um dos mais desafiadores na redução de emissões de carbono. O BioQAV surge como uma alternativa viável para atender às metas ambientais internacionais e reduzir a pegada de carbono da aviação.

Além disso, o diesel renovável amplia as possibilidades de substituição parcial do diesel fóssil, contribuindo para a redução de emissões no transporte rodoviário.

Regulamentações internacionais impulsionam o projeto

Outro fator determinante para o avanço da Petrobras biocombustíveis é a regulação internacional do setor aéreo. O projeto está alinhado ao Corsia (Carbon Offsetting and Reduction Scheme for International Aviation), programa da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci).

A partir de 2027, companhias aéreas que operam rotas internacionais envolvendo o Brasil deverão compensar emissões de carbono, o que aumenta a demanda por combustíveis sustentáveis como o BioQAV.

Além disso, a iniciativa está conectada à Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024), que institui o programa ProBioQAV. A legislação estabelece metas progressivas de redução de emissões na aviação, começando em 1% em 2027 e chegando a 10% em 2037.

Impactos econômicos e estratégicos

O projeto da Petrobras biocombustíveis também tem impacto direto na economia nacional e na indústria de energia. A construção da unidade em Cubatão deve gerar demanda por equipamentos, tecnologia e mão de obra especializada, além de estimular cadeias produtivas ligadas ao setor de energia renovável.

Do ponto de vista estratégico, a iniciativa posiciona o Brasil como potencial líder na produção de combustíveis sustentáveis, especialmente em um momento de crescente pressão global por redução de emissões.