BNDES e Petrobras concluem primeiro leilão de créditos de carbono

Iniciativa prevê recuperação de áreas degradadas, plantio de milhões de árvores nativas e geração de empregos ligados à economia verde.

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Última atualização:  22 de jun, 2026 às 17:17
Presidente da Petrobras, Magda Chambriard, do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Imagem: Agência Petrobras.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Petrobras anunciaram os vencedores do primeiro leilão realizado pelo ProFloresta+, programa voltado à aquisição de créditos de carbono gerados por projetos de restauração ecológica na Amazônia.

O resultado foi divulgado durante a celebração dos 74 anos do BNDES, realizada no Rio de Janeiro, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente do banco, Aloizio Mercadante, e da presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

A iniciativa marca uma nova etapa no desenvolvimento do mercado brasileiro de créditos de carbono e busca incentivar investimentos em projetos de recuperação florestal com espécies nativas.

Três empresas foram selecionadas

O leilão definiu três empresas responsáveis por desenvolver os projetos ambientais que irão gerar os créditos de carbono adquiridos pela Petrobras.

A Systemica e a brCarbon foram selecionadas para fornecer 2 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (tCO₂e) cada. Já a re.green venceu um lote de 1 milhão de tCO₂e.

Ao todo, a Petrobras pretende adquirir 5 milhões de créditos de carbono originados de projetos de restauração ecológica no bioma amazônico.

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Investimentos e geração de empregos

A expectativa é que a iniciativa mobilize aproximadamente R$ 450 milhões em investimentos destinados principalmente ao plantio de espécies nativas.

Segundo as estimativas divulgadas pelas instituições, o programa deverá possibilitar o plantio de mais de 25 milhões de árvores e gerar cerca de 6,3 mil empregos relacionados às atividades de restauração ambiental.

Além dos impactos sociais e ambientais, os projetos selecionados terão potencial para remover da atmosfera cerca de 5 milhões de toneladas de carbono ao longo do período contratado.

Petrobras busca avançar em metas climáticas

De acordo com a Petrobras, a compra dos créditos de carbono faz parte da estratégia da companhia para avançar em seus compromissos de redução de emissões e neutralidade climática.

A estatal avalia que o modelo oferece maior previsibilidade para investidores do setor florestal, uma vez que garante demanda de longo prazo para os créditos gerados pelos projetos vencedores.

A iniciativa também busca estimular o crescimento da cadeia de restauração florestal, criando condições para que novos empreendimentos ambientais sejam desenvolvidos em larga escala.

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Financiamento com condições especiais

Os projetos selecionados poderão acessar linhas de financiamento do BNDES voltadas à recuperação de áreas degradadas e à preservação ambiental.

Entre as opções disponíveis está o Fundo Clima – Florestas Nativas, que oferece condições diferenciadas de crédito, incluindo prazos longos para pagamento e taxas reduzidas de financiamento.

Segundo o banco, o objetivo é ampliar a viabilidade econômica de projetos ambientais que contribuam para a conservação da floresta e para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Mercado de carbono ganha novo impulso

Criado em parceria entre BNDES e Petrobras, o ProFloresta+ foi lançado para enfrentar um dos principais desafios do mercado voluntário de carbono: a falta de compradores de longo prazo para projetos de restauração ecológica.

O programa estabelece contratos com duração de até 25 anos e incorpora critérios de integridade ambiental, transparência e salvaguardas sociais.

A expectativa das instituições é que novas etapas do projeto permitam restaurar até 50 mil hectares de áreas degradadas na Amazônia e gerar até 15 milhões de créditos de carbono nos próximos anos.

Com isso, o governo aposta no fortalecimento da bioeconomia e da restauração florestal como instrumentos para conciliar preservação ambiental, geração de renda e desenvolvimento econômico sustentável.

Com informações de Agência BNDES.

Lucas Machado

Redator e psicólogo com quase 5 anos de experiência na produção de artigos e notícias sobre uma ampla gama de temas. Suas áreas de interesse e expertisse incluem previdência, seguros, direito sucessório e finanças, em geral. Atualmente, faz parte da equipe do Melhor Investimento, abordando uma variedade de tópicos relacionados ao mercado financeiro.