Governo amplia Minha Casa, Minha Vida com aporte de R$ 20 bilhões

Recursos do Fundo Social elevam orçamento do programa para R$ 200 bilhões e reforçam meta de 3 milhões de moradias até 2026.

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Última atualização:  15 de abr, 2026 às 20:46
Foto de moradias do Minha Casa Minha Vida. Imagem: Prefeitura Municipal de Boa Vista/Reprodução

O governo federal anunciou um novo aporte de R$ 20 bilhões para o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), elevando o orçamento total para cerca de R$ 200 bilhões. A medida foi confirmada nesta quarta-feira (15) pelo ministro das Cidades, Vladimir Lima.

Os recursos virão do Fundo Social e têm como objetivo ampliar o acesso à moradia, com foco na contratação de novas unidades habitacionais ainda neste ano.

Vamos contratar três milhões de casas até o final deste ano. Prometemos dois, vamos chegar a três. E vamos melhorar a renda das pessoas para que possam ter uma casa um pouco melhor”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Meta é contratar 1 milhão de moradias em 2026

Segundo o governo, o novo volume de investimentos deve viabilizar a contratação de 1 milhão de unidades habitacionais em 2026. A ampliação ocorre após o programa atingir a marca de 2 milhões de moradias contratadas antes do prazo, ainda em 2025.

Durante o anúncio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância do programa para facilitar o acesso à casa própria.

“Fazer casa, para nós, é uma obrigação. E a minha obrigação é porque eu sei o que é morar em enchente. Já morei em casa com um metro e meio de água dentro”, afirmou.

A meta total do programa foi ampliada para 3 milhões de moradias até o fim de 2026. Segundo o governo, o desempenho antecipado das contratações permitiu elevar o objetivo inicial. A iniciativa busca reduzir o déficit habitacional e ampliar o acesso ao crédito imobiliário em diferentes faixas de renda.

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Faixa 3 será prioridade dos novos recursos

Os investimentos devem priorizar famílias enquadradas na Faixa 3, que contempla rendas mensais entre R$ 5 mil e R$ 9,6 mil. De acordo com o governo, o programa tem contribuído para reduzir o déficit habitacional no país, atingindo níveis historicamente mais baixos.

Faixas de renda são reajustadas

O governo também anunciou mudanças nos limites de renda do programa:

  • Faixa 1: até R$ 3.200
  • Faixa 2: de R$ 3.200,01 a R$ 5.000
  • Faixa 3: de R$ 5.000,01 a R$ 9.600
  • Classe média: até R$ 13 mil

Além da renda, os limites de financiamento das unidades habitacionais foram reajustados:

  • Faixa 3: até R$ 400 mil (+14%)
  • Classe média: até R$ 600 mil (+20%)

A medida acompanha a valorização do mercado imobiliário e visa facilitar o acesso ao crédito.

Construção civil e crédito imobiliário ganham impulso

O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, afirmou que os investimentos no setor habitacional contribuíram para elevar a participação do crédito imobiliário no PIB, que passou de 7,5% em 2009 para cerca de 10% atualmente.

O governo também destacou o papel do setor da construção civil na geração de empregos e no crescimento econômico.

Durante o anúncio, Lula ressaltou a importância da continuidade de programas habitacionais ao longo dos governos. Segundo ele, a interrupção de políticas públicas no passado impactou o ritmo de redução do déficit habitacional no país.

“O Minha Casa Minha Vida tem sido um programa impactante e um motor propulsor para contribuir na redução do déficit habitacional. Chegamos, segundo dados da Fundação João Pinheiro, no menor patamar do déficit habitacional da história do país: 7,4%. Isso é resultado, presidente, do seu governo, da retomada de um importante programa que vem atuando nos problemas principais”, destacou.

Lucas Machado

Redator e psicólogo com quase 5 anos de experiência na produção de artigos e notícias sobre uma ampla gama de temas. Suas áreas de interesse e expertisse incluem previdência, seguros, direito sucessório e finanças, em geral. Atualmente, faz parte da equipe do Melhor Investimento, abordando uma variedade de tópicos relacionados ao mercado financeiro.