Lula apresenta ofensiva de R$ 11 bilhões contra crime organizado

Pacote prevê recursos da União e linha bilionária do BNDES para estados ampliarem ações de segurança pública

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Última atualização:  12 de maio, 2026 às 12:56
Aprovação governo Lula Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira (12) o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, iniciativa do governo federal voltada ao enfrentamento das organizações criminosas e ao fortalecimento da segurança pública no país.

O pacote prevê investimentos de R$ 11 bilhões, combinando recursos da União e linhas de financiamento para estados e municípios. Segundo o Palácio do Planalto, a proposta será implementada por meio de um decreto presidencial e quatro portarias.

O anúncio foi realizado em cerimônia que contou com a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.

Programa terá foco em quatro frentes estratégicas

Segundo o governo federal, o programa foi estruturado em quatro grandes eixos considerados prioritários para o combate ao crime organizado no Brasil.

Entre os objetivos centrais estão o enfraquecimento financeiro das facções criminosas, o reforço da segurança no sistema prisional, o aprimoramento das investigações de homicídios e o combate ao tráfico ilegal de armas.

O governo afirma que a iniciativa foi construída em conjunto com estados, especialistas e forças de segurança pública para ampliar a integração entre os entes federativos.

A proposta também pretende atingir as bases econômicas e operacionais das organizações criminosas que atuam em diferentes regiões do país.

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União vai investir mais de R$ 1 bilhão diretamente

Do total anunciado, aproximadamente R$ 1,06 bilhão virá diretamente do Orçamento da União. Segundo o governo, os recursos serão divididos entre diferentes áreas estratégicas de atuação.

  • A maior parte (R$ 388,9 milhões) será destinada às ações de asfixia financeira das organizações criminosas, incluindo mecanismos de inteligência, rastreamento patrimonial e combate à lavagem de dinheiro.
  • Outra parcela (R$ 330,6 milhões) relevante será direcionada ao fortalecimento do sistema prisional, considerado um dos principais desafios no enfrentamento das facções criminosas.
  • Também haverá investimentos específicos em investigação de homicídios e no combate ao tráfico de armas; R$ 201 milhões e R$ 145,2 milhões, respectivamente.

Estados terão acesso a linha de crédito de R$ 10 bilhões

Além dos recursos federais diretos, o programa prevê uma linha especial de financiamento de R$ 10 bilhões por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O crédito poderá ser contratado por estados, municípios e pelo Distrito Federal para aquisição de equipamentos, viaturas, sistemas de monitoramento, tecnologias de inteligência e outras estruturas ligadas à segurança pública.

Segundo o governo, os recursos serão provenientes do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social. A adesão ao programa será obrigatória para acesso ao financiamento, e os estados precisarão seguir critérios definidos pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que o programa busca fortalecer a atuação coordenada entre União, estados e forças policiais no combate às organizações criminosas. O Palácio do Planalto também tenta responder às críticas relacionadas ao avanço da violência e ao crescimento das facções em diferentes regiões do país.

A expectativa do governo é que a combinação entre investimento em inteligência, modernização tecnológica e cooperação federativa aumente a capacidade de investigação e repressão ao crime organizado.

Segurança pública ganha espaço no debate político

O lançamento do programa ocorre em meio ao aumento da pressão política sobre o governo federal em temas ligados à segurança pública.

Nos últimos meses, episódios de violência urbana, expansão de facções criminosas e ataques coordenados em estados brasileiros ampliaram o debate sobre políticas nacionais de combate ao crime organizado.

O tema também ganhou peso dentro do Congresso Nacional, onde parlamentares pressionam o governo por medidas mais duras de enfrentamento às organizações criminosas e fortalecimento das forças de segurança.

Lucas Machado

Redator e psicólogo com quase 5 anos de experiência na produção de artigos e notícias sobre uma ampla gama de temas. Suas áreas de interesse e expertisse incluem previdência, seguros, direito sucessório e finanças, em geral. Atualmente, faz parte da equipe do Melhor Investimento, abordando uma variedade de tópicos relacionados ao mercado financeiro.