Meta compra startup Manus para acelerar o desenvolvimento de IA autônoma
A Meta anunciou a compra da startup Manus, especializada em inteligência artificial autônoma, em um negócio avaliado entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões.
Foto: Ascannio/Shutterstock.
A Meta compra a startup Manus como parte de sua estratégia para acelerar o desenvolvimento de inteligência artificial autônoma e ampliar a presença da tecnologia em seus produtos para consumidores e empresas. O anúncio foi feito na última segunda-feira, em um momento em que a big tech intensifica investimentos para disputar espaço em um mercado cada vez mais competitivo.
A aquisição envolve a startup Manus, empresa de inteligência artificial fundada na China e atualmente sediada em Cingapura, que ganhou notoriedade global após lançar um agente de IA capaz de tomar decisões e executar tarefas de forma independente. Embora os valores oficiais do negócio não tenham sido divulgados, fontes com conhecimento direto das negociações indicam que a empresa foi avaliada entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões.
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Com a compra da Manus, a Meta pretende fortalecer seu ecossistema de IA autônoma, integrando a tecnologia aos seus produtos voltados tanto ao público final quanto ao mercado corporativo. Segundo a companhia, o serviço será operado e comercializado pela própria Meta, com integração direta ao Meta AI, plataforma que reúne suas soluções de inteligência artificial.
A movimentação ocorre em um contexto de forte concorrência entre gigantes da tecnologia, que disputam liderança no desenvolvimento de modelos mais avançados, capazes de ir além de simples assistentes conversacionais. A Meta tem ampliado investimentos em aquisições estratégicas e contratação de talentos especializados para acompanhar rivais como OpenAI, Google e Microsoft.
Startup ganhou destaque com agente de IA capaz de agir de forma independente
A Manus chamou a atenção do mercado no início deste ano ao lançar o que descreveu como o primeiro agente de IA geral do mundo. Diferentemente dos chatbots tradicionais, a solução apresentada pela startup seria capaz de tomar decisões, planejar ações e executar tarefas complexas com menos comandos humanos.
Essa abordagem aproximou a Manus do conceito de IA autônoma, que busca criar sistemas capazes de operar de maneira mais independente, reduzindo a necessidade de instruções detalhadas. O lançamento viralizou na rede social X e rapidamente despertou o interesse de investidores e analistas do setor.
Comparações com a DeepSeek e repercussão internacional
Após o anúncio de seu agente de IA, a Manus passou a ser comparada à DeepSeek, outra empresa chinesa de inteligência artificial que ganhou relevância global. Comentadores do setor chegaram a se referir à Manus como a “nova DeepSeek da China”, enquanto a televisão estatal chinesa destacou o avanço tecnológico da startup.
A empresa afirma que o desempenho de sua tecnologia supera soluções concorrentes, como o DeepResearch, da OpenAI. Além disso, mantém uma parceria estratégica com a Alibaba, voltada à colaboração no desenvolvimento e treinamento de modelos de IA.
Mudança de sede para Cingapura reflete cenário geopolítico
Fundada originalmente na China, a Manus decidiu transferir sua sede para Cingapura meses após ganhar projeção internacional. A mudança acompanha uma tendência observada entre empresas chinesas de tecnologia, que buscam reduzir riscos associados às tensões crescentes entre Estados Unidos e China.
Atualmente, os produtos da Manus não estão disponíveis no mercado chinês. A escolha por Cingapura oferece maior previsibilidade regulatória e facilita o acesso a investidores e parceiros internacionais, fator que pode ter contribuído para o interesse da Meta na aquisição.
Meta pretende integrar tecnologia a produtos para consumidores e empresas
Segundo informações divulgadas pela Meta, a tecnologia da Manus será incorporada a diferentes soluções da companhia, tanto para usuários finais quanto para empresas. A expectativa é que os agentes de IA autônoma ajudem a automatizar tarefas, melhorar a produtividade e oferecer experiências mais personalizadas nas plataformas do grupo.
A Meta não detalhou prazos para o lançamento de novos produtos baseados na tecnologia adquirida, mas indicou que a integração ocorrerá de forma gradual dentro do Meta AI e de outras ferramentas corporativas.
Aquisição ocorre em meio à intensificação da corrida por IA
A compra da Manus reforça o movimento das big techs de acelerar investimentos em inteligência artificial por meio de aquisições estratégicas. Em um cenário de rápida evolução tecnológica, empresas do setor buscam soluções capazes de diferenciar seus produtos e garantir vantagem competitiva.
Com a aquisição, a Meta sinaliza ao mercado que pretende ocupar um papel central no desenvolvimento de IA autônoma, apostando em tecnologias que vão além dos chatbots tradicionais e se aproximam de sistemas capazes de agir de forma independente em ambientes digitais complexos.
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