Lula confirma Alckmin como vice na chapa para reeleição e prevê saída de ministros

Presidente afirmou que integrantes do governo devem deixar cargos até 4 de abril para disputar eleições

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Última atualização:  31 de mar, 2026 às 12:51
Fotos oficiais movimento vamos juntos pelo Brasil – Lula e Geraldo Alckmin (2022) Foto: Ricardo Stuckert/Wkimedia Commons.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta terça-feira (31) que o vice-presidente Geraldo Alckmin será novamente candidato a vice-presidente na chapa que disputará a reeleição neste ano. A declaração foi feita durante reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto, em Brasília.

Segundo Lula, Alckmin deverá deixar o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para disputar o pleito.

“Ele vai ter que deixar porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez”, afirmou o presidente.

Prazo eleitoral deve provocar saída de ministros

Durante a reunião, Lula também indicou que mais de uma dezena de ministros devem deixar o governo nos próximos dias para participar das eleições. De acordo com o presidente, pelo menos 14 integrantes da equipe ministerial já confirmaram a saída, e outros ainda podem comunicar a decisão até o fim da semana.

A legislação eleitoral determina que ocupantes de cargos no Executivo que pretendem disputar eleições devem deixar os postos até 4 de abril, prazo conhecido como desincompatibilização. A regra não se aplica aos cargos de presidente e vice-presidente.

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Alckmin chegou a ser cogitado para outras disputas

Nos bastidores do Palácio do Planalto, chegou a ser discutida a possibilidade de Alckmin disputar outro cargo nas eleições. O vice-presidente, que já governou o estado de São Paulo por quatro mandatos, foi sondado para concorrer ao Senado ou ao governo estadual.

A mudança abriria espaço para que outro partido da base aliada ocupasse a vaga de vice na chapa presidencial. Alckmin, porém, teria informado a Lula e a aliados que não tinha interesse em disputar outro cargo.

Ministros devem deixar cargos para disputar eleições

Entre os ministros que devem deixar o governo para participar das eleições estão:

  • Fernando Haddad, da Fazenda — possível candidato ao governo de São Paulo
  • Renan Filho, dos Transportes — possível candidato ao governo de Alagoas
  • Rui Costa, da Casa Civil — possível candidato ao Senado pela Bahia
  • Gleisi Hoffmann, das Relações Institucionais — possível candidata ao Senado pelo Paraná
  • Simone Tebet, do Planejamento — possível candidata ao Senado por São Paulo
  • Marina Silva, do Meio Ambiente — possível candidata ao Senado por São Paulo
  • André Fufuca, do Esporte — possível candidato ao Senado pelo Maranhão
  • Carlos Fávaro, da Agricultura — possível candidato ao Senado por Mato Grosso
  • Waldez Góes, da Integração Nacional — possível candidato ao Senado pelo Amapá
  • Sílvio Costa Filho, de Portos e Aeroportos — possível candidato à Câmara por Pernambuco
  • Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário — possível candidato à Câmara por São Paulo
  • Anielle Franco, da Igualdade Racial — possível candidata à Câmara pelo Rio de Janeiro
  • Sônia Guajajara, dos Povos Indígenas — possível candidata à Câmara por São Paulo
  • Macaé Evaristo, dos Direitos Humanos — possível candidata à Assembleia Legislativa de Minas Gerais

Outros ministros ainda avaliam se disputarão eleições ou se permanecerão no governo, segundo o presidente. Lula afirmou que novos nomes ainda podem anunciar saída até o prazo final desta semana.

Lucas Machado

Redator e psicólogo com quase 5 anos de experiência na produção de artigos e notícias sobre uma ampla gama de temas. Suas áreas de interesse e expertisse incluem previdência, seguros, direito sucessório e finanças, em geral. Atualmente, faz parte da equipe do Melhor Investimento, abordando uma variedade de tópicos relacionados ao mercado financeiro.