Lula confirma Alckmin como vice na chapa para reeleição e prevê saída de ministros
Presidente afirmou que integrantes do governo devem deixar cargos até 4 de abril para disputar eleições
Foto: Ricardo Stuckert/Wkimedia Commons.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta terça-feira (31) que o vice-presidente Geraldo Alckmin será novamente candidato a vice-presidente na chapa que disputará a reeleição neste ano. A declaração foi feita durante reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto, em Brasília.
Segundo Lula, Alckmin deverá deixar o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para disputar o pleito.
“Ele vai ter que deixar porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez”, afirmou o presidente.
Prazo eleitoral deve provocar saída de ministros
Durante a reunião, Lula também indicou que mais de uma dezena de ministros devem deixar o governo nos próximos dias para participar das eleições. De acordo com o presidente, pelo menos 14 integrantes da equipe ministerial já confirmaram a saída, e outros ainda podem comunicar a decisão até o fim da semana.
A legislação eleitoral determina que ocupantes de cargos no Executivo que pretendem disputar eleições devem deixar os postos até 4 de abril, prazo conhecido como desincompatibilização. A regra não se aplica aos cargos de presidente e vice-presidente.
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Alckmin chegou a ser cogitado para outras disputas
Nos bastidores do Palácio do Planalto, chegou a ser discutida a possibilidade de Alckmin disputar outro cargo nas eleições. O vice-presidente, que já governou o estado de São Paulo por quatro mandatos, foi sondado para concorrer ao Senado ou ao governo estadual.
A mudança abriria espaço para que outro partido da base aliada ocupasse a vaga de vice na chapa presidencial. Alckmin, porém, teria informado a Lula e a aliados que não tinha interesse em disputar outro cargo.
Ministros devem deixar cargos para disputar eleições
Entre os ministros que devem deixar o governo para participar das eleições estão:
- Fernando Haddad, da Fazenda — possível candidato ao governo de São Paulo
- Renan Filho, dos Transportes — possível candidato ao governo de Alagoas
- Rui Costa, da Casa Civil — possível candidato ao Senado pela Bahia
- Gleisi Hoffmann, das Relações Institucionais — possível candidata ao Senado pelo Paraná
- Simone Tebet, do Planejamento — possível candidata ao Senado por São Paulo
- Marina Silva, do Meio Ambiente — possível candidata ao Senado por São Paulo
- André Fufuca, do Esporte — possível candidato ao Senado pelo Maranhão
- Carlos Fávaro, da Agricultura — possível candidato ao Senado por Mato Grosso
- Waldez Góes, da Integração Nacional — possível candidato ao Senado pelo Amapá
- Sílvio Costa Filho, de Portos e Aeroportos — possível candidato à Câmara por Pernambuco
- Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário — possível candidato à Câmara por São Paulo
- Anielle Franco, da Igualdade Racial — possível candidata à Câmara pelo Rio de Janeiro
- Sônia Guajajara, dos Povos Indígenas — possível candidata à Câmara por São Paulo
- Macaé Evaristo, dos Direitos Humanos — possível candidata à Assembleia Legislativa de Minas Gerais
Outros ministros ainda avaliam se disputarão eleições ou se permanecerão no governo, segundo o presidente. Lula afirmou que novos nomes ainda podem anunciar saída até o prazo final desta semana.