JPMorgan projeta pico da bolsa brasileira no 2º trimestre após forte entrada de capital

Banco destaca fluxo robusto para o Brasil em 2026 e alerta para possível impacto das eleições sobre o mercado.

imagem do autor
Última atualização:  24 de fev, 2026 às 12:27
Fachada do JPMorgan e da B3, a bolsa de valores brasileira. Imagem gerada por Inteligência Artificial Fachada do JPMorgan e da B3, a bolsa de valores brasileira. Imagem gerada por Inteligência Artificial

De acordo com o JPMorgan, a b3, a bolsa de valores brasileira pode atingir seu pico no início do segundo trimestre de 2026, após um período de forte entrada de capital estrangeiro.

Segundo o banco, o Brasil acumula quase US$ 6 bilhões em fluxo estrangeiro neste ano. Caso o ritmo atual seja mantido, 2026 pode se tornar um dos melhores anos da série histórica iniciada em 2001.

Entretanto, mesmo com esse avanço, ainda há espaço para novas entradas. A alocação global em mercados emergentes segue abaixo da média histórica, o que abre potencial para novos aportes bilionários.

Bolsa brasileira lidera alocação se comparada aos países emergentes

O país já aparece como o principal destino em termos de exposição acima da média nas carteiras globais, refletindo o interesse crescente dos investidores internacionais.

A recomendação do banco segue positiva, com preferência por empresas de grande capitalização e maior qualidade.

Leia também:

Maiores mercados emergentes nas carteiras globais

Entre os mercados emergentes mais relevantes (tanto em peso quanto em interesse dos investidores) destacam-se:

  • Brasil – Principal destaque recente, com forte entrada de fluxo estrangeiro e valorização da Bolsa
  • China – Maior mercado emergente do mundo, ainda dominante em alocação global, apesar de incertezas econômicas
  • Índia – Um dos mercados mais promissores, com crescimento robusto e forte entrada estrutural de capital
  • Coreia do Sul – Destaque recente impulsionado por tecnologia e inteligência artificial
  • Taiwan – Forte exposição ao setor de semicondutores e cadeias globais de tecnologia
  • México – Beneficiado pelo nearshoring e proximidade com os EUA
  • Arábia Saudita – Relevante pelo peso em energia e abertura recente ao capital estrangeiro

Eleições podem trazer volatilidade

Apesar do cenário construtivo, o JPMorgan destaca que o ciclo eleitoral brasileiro pode alterar a dinâmica do mercado. Historicamente, os meses que antecedem as eleições costumam ser marcados por maior volatilidade e desempenho mais fraco. Esse fator pode influenciar o ritmo dos fluxos estrangeiros e limitar novas altas da Bolsa no curto prazo.

Pedro Gomes

Jornalista formado pela UniCarioca, com experiência em esportes, mercado imobiliário e edtechs. Desde 2023, integra a equipe do Melhor Investimento.