JPMorgan projeta pico da bolsa brasileira no 2º trimestre após forte entrada de capital
Banco destaca fluxo robusto para o Brasil em 2026 e alerta para possível impacto das eleições sobre o mercado.
Fachada do JPMorgan e da B3, a bolsa de valores brasileira. Imagem gerada por Inteligência Artificial
De acordo com o JPMorgan, a b3, a bolsa de valores brasileira pode atingir seu pico no início do segundo trimestre de 2026, após um período de forte entrada de capital estrangeiro.
Segundo o banco, o Brasil acumula quase US$ 6 bilhões em fluxo estrangeiro neste ano. Caso o ritmo atual seja mantido, 2026 pode se tornar um dos melhores anos da série histórica iniciada em 2001.
Entretanto, mesmo com esse avanço, ainda há espaço para novas entradas. A alocação global em mercados emergentes segue abaixo da média histórica, o que abre potencial para novos aportes bilionários.
Bolsa brasileira lidera alocação se comparada aos países emergentes
O país já aparece como o principal destino em termos de exposição acima da média nas carteiras globais, refletindo o interesse crescente dos investidores internacionais.
A recomendação do banco segue positiva, com preferência por empresas de grande capitalização e maior qualidade.
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Maiores mercados emergentes nas carteiras globais
Entre os mercados emergentes mais relevantes (tanto em peso quanto em interesse dos investidores) destacam-se:
- Brasil – Principal destaque recente, com forte entrada de fluxo estrangeiro e valorização da Bolsa
- China – Maior mercado emergente do mundo, ainda dominante em alocação global, apesar de incertezas econômicas
- Índia – Um dos mercados mais promissores, com crescimento robusto e forte entrada estrutural de capital
- Coreia do Sul – Destaque recente impulsionado por tecnologia e inteligência artificial
- Taiwan – Forte exposição ao setor de semicondutores e cadeias globais de tecnologia
- México – Beneficiado pelo nearshoring e proximidade com os EUA
- Arábia Saudita – Relevante pelo peso em energia e abertura recente ao capital estrangeiro
Eleições podem trazer volatilidade
Apesar do cenário construtivo, o JPMorgan destaca que o ciclo eleitoral brasileiro pode alterar a dinâmica do mercado. Historicamente, os meses que antecedem as eleições costumam ser marcados por maior volatilidade e desempenho mais fraco. Esse fator pode influenciar o ritmo dos fluxos estrangeiros e limitar novas altas da Bolsa no curto prazo.