Indústria prevê alta de 16% no frete e critica endurecimento da tabela mínima
A indústria brasileira prevê aumento médio de 16% nos custos de frete e critica o endurecimento da tabela mínima do transporte rodoviário.
Foto: Divulgação
A Indústria prevê alta de 16% no frete e critica endurecimento da tabela mínima com base em levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que ouviu mais de 1.500 empresas em todo o país. Segundo o estudo, o tabelamento do frete elevou, em média, 16,4% os custos de transporte das indústrias brasileiras.
O impacto não é uniforme. Pequenas empresas relatam aumento médio de 19%, enquanto médias empresas registram 18% e grandes companhias cerca de 14%. O estudo reforça que a Indústria prevê alta de 16% no frete e critica endurecimento da tabela mínima como reflexo direto de uma política que, na visão do setor produtivo, limita a negociação entre embarcadores e transportadores.
Além disso, 94% das empresas entrevistadas afirmam sentir efeitos negativos da política, sendo que 64% classificam esses impactos como altos ou muito altos. O resultado reforça a percepção de aumento do chamado “Custo Brasil”, conceito frequentemente associado à ineficiência logística e tributária do país.
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O que está por trás da alta do frete e da tabela mínima
A política de pisos mínimos do transporte rodoviário estabelece valores mínimos obrigatórios para o frete, definidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O objetivo é evitar que transportadores recebam valores abaixo do custo operacional.
No entanto, a Indústria prevê alta de 16% no frete e critica endurecimento da tabela mínima ao argumentar que o mecanismo reduz a flexibilidade de negociação e gera distorções no mercado logístico.
A situação se intensificou com a Medida Provisória 1.343/2026, que amplia a fiscalização e endurece penalidades para o descumprimento da tabela. Segundo empresas consultadas, 85% temem aumento adicional dos custos, 57% esperam perda de competitividade e 35% demonstram preocupação com insegurança jurídica.
Regiões e setores mais impactados
A pesquisa da CNI mostra que a Indústria prevê alta de 16% no frete e critica endurecimento da tabela mínima de forma mais intensa em regiões com maior dependência do transporte rodoviário.
No Nordeste, o aumento médio estimado chega a 20,3%, enquanto no Norte é de 17,2%. Isso ocorre devido à menor oferta de fretes de retorno e maiores distâncias logísticas.
Entre os setores mais afetados estão:
- Extração mineral
- Fertilizantes
- Cerâmica
- Sal e minerais não metálicos
Esses segmentos possuem produtos de baixo valor agregado, o que torna o custo de transporte ainda mais relevante na formação de preços.
Divergência entre indústria e transportadores
A Indústria prevê alta de 16% no frete e critica endurecimento da tabela mínima, mas o setor de transportadores apresenta visão oposta. Representantes dos caminhoneiros afirmam que a política é essencial para evitar a precarização dos fretes e garantir renda mínima aos profissionais.
A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) defende que os caminhoneiros representam cerca de 62% do transporte rodoviário de cargas no Brasil e alertam para riscos de paralisações caso haja enfraquecimento das regras.
Para eles, a tabela mínima não é um custo artificial, mas uma proteção contra práticas de subvalorização do frete.
Possível novo piso salarial e efeitos no mercado
Outro ponto que amplia a tensão é a proposta em discussão no Congresso que prevê piso salarial de R$ 5 mil para motoristas em operações de longa distância.
Especialistas alertam que, se aprovada, a medida pode reforçar o cenário em que a Indústria prevê alta de 16% no frete e critica endurecimento da tabela mínima, já que o custo adicional tende a ser incorporado aos contratos logísticos e repassado ao consumidor final.
Judicialização e incerteza sobre o futuro do frete
O debate também chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde tramita a Ação Direta de Inconstitucionalidade 5.964, que questiona a validade da política de pisos mínimos.
Enquanto isso, o Congresso Nacional analisa mudanças na regulamentação, e o setor produtivo mantém a posição de que a Indústria prevê alta de 16% no frete e critica endurecimento da tabela mínima como fator de pressão sobre competitividade e inflação.