Greve na Argentina cancela voos de Aerolíneas, LATAM e JetSMART nesta quinta (19)
Paralisação liderada por sindicatos atinge operações em todo o país e já impacta voos no Brasil, com cancelamentos em Florianópolis
Foto: Jet Smart
A aviação comercial na Argentina enfrenta uma paralisação quase total nesta quinta-feira (19), em razão de uma greve geral convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), com apoio de centrais sindicais e entidades do setor aéreo. A mobilização já provoca o cancelamento de centenas de voos e afeta passageiros também no Brasil.
O movimento conta com adesão de sindicatos estratégicos da aviação, incluindo pilotos, tripulantes, trabalhadores de solo e equipes de suporte. A paralisação ocorre em protesto contra o avanço de uma reforma trabalhista em discussão no Congresso argentino, criticada por entidades por supostamente reduzir direitos e enfraquecer a negociação coletiva.
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Aerolíneas, JetSmart e LATAM cancelam operações e estimam prejuízos
A estatal Aerolíneas Argentinas é a empresa mais impactada pela greve, com 255 voos cancelados ao longo do dia. A companhia estima perdas próximas de US$ 3 milhões.
Do total de voos afetados, 219 são domésticos, atingindo cerca de 25 mil passageiros. Outros 32 voos regionais impactam aproximadamente 5 mil pessoas, enquanto quatro operações internacionais somam cerca de mil passageiros prejudicados.
A LATAM Airlines informou que precisou ajustar sua malha aérea devido à adesão dos trabalhadores de rampa, oferecendo remarcação gratuita ou reembolso integral aos clientes. Já a JetSMART também alterou sua operação doméstica, permitindo remarcações sem custo até o dia 26 de fevereiro.
Impactos no Brasil: voos cancelados em SP, Rio, Brasília e Floripa
Os efeitos da greve já são sentidos no Brasil. No Aeroporto Internacional de Florianópolis Hercílio Luz, ao menos 12 voos com destino à Argentina foram cancelados, além de 11 chegadas previstas para esta quinta-feira.
Entre os voos afetados estão operações para Buenos Aires, Rosario e San Miguel de Tucumán, envolvendo companhias como Aerolíneas Argentinas, JetSMART, LATAM, Flybondi e Gol Linhas Aéreas.
Em São Paulo, no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, ao menos dois voos da LATAM Airlines com destino a Buenos Aires foram cancelados nas primeiras horas do dia. A Gol Linhas Aéreas também confirmou cancelamentos devido à paralisação, que afeta operações em cidades como Buenos Aires, Córdoba, Mendoza e Rosário.
A LATAM informou, em nota, que alguns voos podem sofrer alterações de horário ou data, mesmo sem cancelamento, e orientou os passageiros a verificarem o status antes de se dirigirem ao aeroporto.
No Rio de Janeiro, o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) registrou um impacto ainda maior: foram cancelados 16 voos de chegada e 15 de partida com origem ou destino na Argentina. Apesar disso, a administração informou que a operação geral do terminal segue normal.
Já em Brasília, no Aeroporto Internacional de Brasília, um voo com destino ao país vizinho foi cancelado na manhã desta quinta-feira.
Ainda não há confirmação oficial sobre o número total de passageiros impactados no Brasil. A orientação das companhias é que os viajantes consultem diretamente seus voos para informações sobre remarcações ou reembolsos.
Greve pressiona debate sobre reforma trabalhista
A paralisação reforça a tensão entre o governo e os sindicatos em torno das mudanças nas leis trabalhistas. Entidades como a Associação de Pilotos de Linha Aérea (APLA) afirmam que a proposta representa retrocessos, com potencial de precarização das condições de trabalho e restrição ao direito de greve.
Em resposta, os sindicatos defendem a manutenção dos direitos atuais e alertam para riscos estruturais ao setor aéreo argentino caso a reforma avance.
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