Eurofarma corta preço da semaglutida em até 48%

Eurofarma reduz em até 48% os preços da semaglutida no Brasil. Com a medida, as canetas Poviztra e Extensior passam a custar a partir de R$ 295 para pacientes cadastrados no programa EuroCuida.

imagem do autor
01 de jul, 2026 às 11:00
Eurofarma semaglutida preço: desconto de até 48% nas canetas Poviztra e Extensior via EuroCuida Imagem: Envato Elements.

O preço da semaglutida da Eurofarma ficou muito mais barato nesta semana. A farmacêutica brasileira anunciou uma nova rodada de reduções para os medicamentos Poviztra e Extensior, as canetas emagrecedoras à base de semaglutida biológica original comercializadas no Brasil. O corte chega a 48% em determinadas apresentações, tornando o tratamento acessível a partir de R$ 295 por caixa para clientes cadastrados no programa EuroCuida. A movimentação foi impulsionada pela concorrência direta com a EMS, que entrou no mercado com o Ozivy a preços agressivos.

Eurofarma semaglutida preço: quanto custam Poviztra e Extensior agora

Com as novas reduções, os medicamentos à base de semaglutida da Eurofarma passam a ter os seguintes preços para clientes cadastrados no EuroCuida:

Poviztra (indicado para controle de peso/obesidade):

A caneta Poviztra nas dosagens iniciais de 0,25 mg e 0,5 mg custa agora R$ 295 por caixa. Além disso, a dosagem de 1 mg, adquirida em até 80 dias após a primeira compra, cai para R$ 309.

Extensior (indicado para diabetes tipo 2):

O Extensior na apresentação dupla de 0,25/0,5 mg fica em R$ 399. Contudo, o maior destaque é a dosagem de 1 mg: caiu de R$ 599 para R$ 309, uma redução de exatos 48% para quem compra em até 80 dias da primeira aquisição.

Portanto, para quem está em tratamento contínuo e aproveita o programa EuroCuida, a economia mensal pode ser superior a R$ 290 em relação ao preço anterior do Extensior 1 mg.

Leia também:

Por que a Eurofarma reduziu o preço da semaglutida em 48%?

A resposta está na concorrência. De fato, a EMS, maior indústria farmacêutica do Brasil em volume de vendas, lançou recentemente sua própria versão da semaglutida, chamada Ozivy, com uma política de precificação agressiva desde o início. Com o Ozivy concorrendo diretamente nas farmácias, a Eurofarma precisou reposicionar seus preços para manter a base de pacientes.

Aliás, a Eurofarma foi pioneira nesse mercado no Brasil: lançou Poviztra e Extensior em outubro de 2025, em parceria com a Novo Nordisk, tornando-se a primeira farmacêutica brasileira a comercializar semaglutida biológica original injetável no país. No entanto, o monopólio durou pouco, e agora a guerra de preços chegou ao segmento mais quente da indústria farmacêutica.

Especificamente, a categoria de medicamentos GLP-1 (como a semaglutida) registra crescimento exponencial de demanda no Brasil, com milhões de pacientes em busca de alternativas ao Ozempic e ao Wegovy, da Novo Nordisk, que custam mais de R$ 1.000 por mês nas farmácias.

Programa EuroCuida: como funciona e quem pode se cadastrar

Os novos preços valem exclusivamente para pacientes cadastrados no programa EuroCuida, a plataforma de suporte ao paciente lançada pela Eurofarma em abril de 2026. No EuroCuida, o paciente recebe acompanhamento durante o tratamento, além de acesso a condições especiais de preço.

Em resumo, para acessar os descontos, o paciente precisa se inscrever no programa e apresentar receita médica válida na farmácia participante. Além disso, a condição de R$ 309 para o Extensior 1 mg exige que a segunda compra seja feita em até 80 dias após a aquisição inicial, incentivando a continuidade do tratamento.

Portanto, pacientes que já usam Ozempic ou outra semaglutida e querem reduzir os custos mensais têm agora uma alternativa nacional com preço significativamente inferior.

Eurofarma semaglutida preço e o impacto no mercado farmacêutico e para o investidor

Para quem acompanha o mercado financeiro, a batalha da semaglutida tem implicações diretas. A Eurofarma possui ações negociadas na B3 sob o ticker EUFA3. De fato, a queda de preços pressiona as margens de curto prazo, mas pode ampliar significativamente o volume de vendas e consolidar a liderança da empresa no mercado de GLP-1 no Brasil.

Contudo, a briga com a EMS tende a se intensificar. A EMS não tem ações listadas em bolsa, mas é controlada por um dos grupos farmacêuticos mais poderosos do país, o que torna a disputa ainda mais acirrada. Além disso, há expectativa de que outras farmacêuticas nacionais entrem no mercado de semaglutida ainda em 2026, ampliando a concorrência.

Em síntese, o mercado de emagrecedores à base de GLP-1 no Brasil movimenta bilhões de reais por ano e ainda está em fase de expansão acelerada. Para o investidor, EUFA3 é um ativo a acompanhar com atenção: o crescimento de volume pode compensar a compressão de margens, mas o cenário competitivo exige monitoramento constante.

Leticia Carvalho

Formada em Sistemas de Informação, com pós-graduação em Gestão de Marketing pela Anhembi Morumbi, é autora do portal com atuação focada em economia, negócios e tecnologia. Possui mais de 15 anos de experiência em administração e empreendedorismo, aliando análise de dados à produção de conteúdo jornalístico. Já teve passagem profissional por grandes portais de conteúdo do Brasil, onde desenvolveu trabalhos voltados à informação financeira, tendências de mercado e transformação digital.