Epstein files: Justiça dos EUA divulga informações inéditas do caso
Epstein files: Justiça dos EUA divulga milhões de documentos inéditos do caso Jeffrey Epstein, com menções a Trump, príncipe Andrew e um brasileiro.
Foto: Jon Elswick/AP
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou na sexta-feira (30) milhões de novos documentos relacionados ao caso do financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais e morto em 2019. O material faz parte do maior pacote já tornado público pelo governo americano sobre o caso e ficou conhecido como “Epstein files” ou “Arquivos Epstein”, em português.
Ao todo, foram liberadas cerca de 3 milhões de páginas, além de centenas de milhares de imagens e vídeos, incluindo relatórios da prisão, documentos psicológicos, registros da investigação e trocas de e-mails com pessoas influentes.
A divulgação ocorre após pressão legal para o cumprimento de uma lei de transparência aprovada em 2025, que determinou a liberação integral dos arquivos ligados a Epstein.
Principais revelações do Epstein files
Entre os pontos de maior destaque nos documentos recém-divulgados estão:
- Menções frequentes a Donald Trump, incluindo denúncias registradas junto ao FBI, que o presidente dos EUA nega e que não resultaram em acusações formais.
- E-mails entre Epstein e uma pessoa identificada como “O Duque”, associado ao príncipe Andrew, do Reino Unido, tratando de encontros e apresentações sociais.
- Transferência de recursos para um brasileiro, identificado como Reinaldo Avila da Silva, marido de um lorde britânico, em mensagens trocadas em 2009.
- Citações a Bill Gates, que classificou as alegações contidas nos arquivos como falsas e sem fundamento.
Os documentos não apresentam novas acusações criminais formais, mas ampliam o detalhamento das relações de Epstein com figuras do alto escalão político, empresarial e da realeza.
Ainda há arquivos sob sigilo
Apesar da divulgação em larga escala, parlamentares americanos questionam se todos os Epstein files foram realmente tornados públicos. Estimativas indicam que milhões de páginas ainda podem estar retidas, com cortes justificados pelo governo como necessários para proteger vítimas ou investigações em andamento.
O Departamento de Justiça afirma que o processo de revisão foi concluído, mas o tema segue sob escrutínio político e jurídico nos Estados Unidos.
Com informações de BBC News