Diesel e gasolina caem em fevereiro, mas preços seguem acima de R$ 6 e pressionam transporte

Diesel e gasolina caem em fevereiro, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), mas os valores continuam elevados.

imagem do autor
28 de fev, 2026 às 11:00
Close-up de um bico de abastecimento de combustível inserido no tanque de um veículo. Ao fundo, desfocado, vê-se a conveniência de um posto Shell. Foto: Reuters/Andrew Kelly

O principal destaque do levantamento é que o diesel continua caro, mesmo após a leve queda registrada em fevereiro. O diesel S-10 — o tipo mais comercializado no país — teve recuo de 0,32%, chegando ao preço médio de R$ 6,25 por litro. Já o diesel comum caiu 0,16%, para R$ 6,24.

Os dados foram apurados pela Edenred Ticket Log, que monitora os valores praticados nos postos brasileiros por meio das transações realizadas na sua rede credenciada.

Segundo a empresa, embora o movimento indique estabilidade, os preços ainda permanecem em patamar considerado elevado. Isso mantém a pressão sobre o transporte rodoviário, responsável por grande parte da circulação de mercadorias no Brasil.

O diesel é essencial para caminhões, ônibus e parte da frota agrícola. Por isso, qualquer variação impacta diretamente:

  • O custo do frete
  • O preço dos alimentos
  • O valor de produtos industrializados
  • A inflação percebida pelo consumidor

Mesmo com a notícia de que diesel e gasolina caem em fevereiro, o efeito prático no bolso da população ainda é limitado.

Leia também:

Gasolina recua, mas permanece acima de R$ 6,40

Outro ponto relevante do levantamento mostra que a gasolina também registrou leve queda. O preço médio do combustível caiu 0,15% em fevereiro, chegando a R$ 6,45 por litro.

Embora o percentual de redução seja pequeno, o dado reforça um cenário de relativa estabilidade após meses de oscilações mais intensas.

O movimento em que diesel e gasolina caem em fevereiro indica que não houve novos repasses relevantes de alta no período. Ainda assim, o valor médio nacional segue elevado para o consumidor final, especialmente em estados onde a carga tributária é maior.

A gasolina continua sendo o combustível mais utilizado na frota leve brasileira. Por isso, qualquer alteração no preço tem impacto imediato na rotina das famílias.

Etanol sobe e perde competitividade em parte do país

Enquanto diesel e gasolina apresentaram leve recuo, o etanol hidratado seguiu caminho oposto. O biocombustível teve alta de 1,49% em fevereiro.

O aumento pode estar associado a fatores sazonais, especialmente o período entre safras, quando a oferta tende a oscilar. A dinâmica de mercado, baseada em oferta e demanda, também influencia diretamente o preço nas bombas.

Com a gasolina em R$ 6,45, o etanol precisa manter uma proporção de até 70% do valor da gasolina para ser considerado vantajoso financeiramente. Com a alta registrada, essa competitividade pode ter diminuído em algumas regiões.

Esse cenário reforça que, embora diesel e gasolina caem em fevereiro, o mercado de combustíveis não apresenta queda generalizada.

Estabilidade após meses de volatilidade

O levantamento aponta que fevereiro marcou um período de estabilidade relativa nos preços dos combustíveis no Brasil. Nos meses anteriores, o mercado havia registrado oscilações mais significativas, influenciadas por fatores como:

  • Variações no petróleo internacional
  • Política de preços das refinarias
  • Câmbio
  • Questões tributárias

A leve redução observada agora sugere um momento de acomodação dos preços, mas ainda distante de um cenário de queda consistente.

Este conteúdo foi útil? Siga o Melhor Investimento nas redes sociais: 

Instagram | LinkedIn