Diesel e gasolina caem em fevereiro, mas preços seguem acima de R$ 6 e pressionam transporte
Diesel e gasolina caem em fevereiro, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), mas os valores continuam elevados.
Foto: Reuters/Andrew Kelly
O principal destaque do levantamento é que o diesel continua caro, mesmo após a leve queda registrada em fevereiro. O diesel S-10 — o tipo mais comercializado no país — teve recuo de 0,32%, chegando ao preço médio de R$ 6,25 por litro. Já o diesel comum caiu 0,16%, para R$ 6,24.
Os dados foram apurados pela Edenred Ticket Log, que monitora os valores praticados nos postos brasileiros por meio das transações realizadas na sua rede credenciada.
Segundo a empresa, embora o movimento indique estabilidade, os preços ainda permanecem em patamar considerado elevado. Isso mantém a pressão sobre o transporte rodoviário, responsável por grande parte da circulação de mercadorias no Brasil.
O diesel é essencial para caminhões, ônibus e parte da frota agrícola. Por isso, qualquer variação impacta diretamente:
- O custo do frete
- O preço dos alimentos
- O valor de produtos industrializados
- A inflação percebida pelo consumidor
Mesmo com a notícia de que diesel e gasolina caem em fevereiro, o efeito prático no bolso da população ainda é limitado.
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Outro ponto relevante do levantamento mostra que a gasolina também registrou leve queda. O preço médio do combustível caiu 0,15% em fevereiro, chegando a R$ 6,45 por litro.
Embora o percentual de redução seja pequeno, o dado reforça um cenário de relativa estabilidade após meses de oscilações mais intensas.
O movimento em que diesel e gasolina caem em fevereiro indica que não houve novos repasses relevantes de alta no período. Ainda assim, o valor médio nacional segue elevado para o consumidor final, especialmente em estados onde a carga tributária é maior.
A gasolina continua sendo o combustível mais utilizado na frota leve brasileira. Por isso, qualquer alteração no preço tem impacto imediato na rotina das famílias.
Etanol sobe e perde competitividade em parte do país
Enquanto diesel e gasolina apresentaram leve recuo, o etanol hidratado seguiu caminho oposto. O biocombustível teve alta de 1,49% em fevereiro.
O aumento pode estar associado a fatores sazonais, especialmente o período entre safras, quando a oferta tende a oscilar. A dinâmica de mercado, baseada em oferta e demanda, também influencia diretamente o preço nas bombas.
Com a gasolina em R$ 6,45, o etanol precisa manter uma proporção de até 70% do valor da gasolina para ser considerado vantajoso financeiramente. Com a alta registrada, essa competitividade pode ter diminuído em algumas regiões.
Esse cenário reforça que, embora diesel e gasolina caem em fevereiro, o mercado de combustíveis não apresenta queda generalizada.
Estabilidade após meses de volatilidade
O levantamento aponta que fevereiro marcou um período de estabilidade relativa nos preços dos combustíveis no Brasil. Nos meses anteriores, o mercado havia registrado oscilações mais significativas, influenciadas por fatores como:
- Variações no petróleo internacional
- Política de preços das refinarias
- Câmbio
- Questões tributárias
A leve redução observada agora sugere um momento de acomodação dos preços, mas ainda distante de um cenário de queda consistente.
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