Custo da construção desacelera para 0,69% em julho

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Última atualização:  26 de jul, 2024 às 10:40
Custo da construção desacelera para 0,69% em julho

.O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) apresentou uma variação de 0,69% em julho, marcando uma desaceleração em comparação com o mês anterior, quando o índice foi de 0,93%. A informação, divulgada nesta sexta-feira (26) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), revela uma diminuição no ritmo de crescimento dos custos da construção. No entanto, a tendência geral sugere que essa desaceleração pode ser temporária.

Embora a taxa de variação tenha desacelerado em julho, a FGV aponta para uma possível aceleração futura nos custos da construção. A taxa acumulada em 12 meses alcançou 4,42%, em comparação com 3,15% no mesmo período do ano anterior. Este aumento substancial na taxa acumulada sugere que, mesmo com a desaceleração recente, os custos da construção podem retomar uma trajetória de alta mais acentuada nos próximos meses.

O componente de Materiais, Equipamentos e Serviços registrou uma aceleração, com o índice passando de 0,46% em junho para 0,58% em julho. Esse aumento reflete um crescimento moderado nos preços dos insumos e serviços relacionados à construção. A variação sugere uma elevação nos custos desses itens essenciais para o setor, o que pode impactar o custo total das obras.

Em contraste, o componente de Mão de Obra mostrou uma desaceleração significativa. A taxa caiu de 1,61% em junho para 0,85% em julho, indicando uma redução nos custos trabalhistas no setor de construção. Essa desaceleração pode estar associada a uma menor pressão sobre os salários ou a uma estabilidade nas condições de trabalho que alivia o custo da mão de obra.

As taxas de variação do INCC-M apresentaram comportamentos distintos em diversas cidades brasileiras durante o mês de julho. Capitais como Brasília, Recife e São Paulo observaram uma desaceleração em suas taxas de variação. Essa redução indica uma diminuição nos custos de construção nessas localidades, possivelmente refletindo um ajuste no mercado local de construção.

Por outro lado, cidades como Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre experienciaram um aumento nas taxas de variação. Esse aumento sugere uma alta relativa nos custos de construção nessas áreas, o que pode ser atribuído a fatores locais específicos que impulsionam o aumento dos custos.