Carlos Bolsonaro deixa cargo de R$ 38 mil no PL e alfineta Michelle em post
Carlos Bolsonaro deixou um cargo de R$ 38 mil no PL e, em post no X, cutucou Michelle em meio à crise da família Bolsonaro. Entenda o caso.
Foto: Roosevelt Pinheiro/Agência Brasil
Carlos Bolsonaro voltou ao centro do noticiário político nesta quarta-feira (1º). O ex-vereador carioca, pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, anunciou que deixou um cargo de dirigente no Partido Liberal (PL), remunerado em cerca de R$ 38 mil. Portanto, a decisão acontece em meio à crise que hoje divide a família Bolsonaro.
A seguir, entenda o que Carlos Bolsonaro disse ao abrir mão do posto, por que o gesto foi lido como uma alfinetada em Michelle Bolsonaro e como tudo se conecta ao racha no partido.
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O que Carlos Bolsonaro disse ao deixar o cargo no PL
A justificativa veio por meio de um post no X. Segundo o parlamentar, a saída teria relação com um prazo eleitoral. “Hoje era o prazo final para a descompatibilização do vínculo de dirigente partidário e candidatura”, escreveu. Em seguida, ele afirmou que optou por “abrir mão do cargo” para evitar qualquer interpretação da Justiça Eleitoral.
Além disso, Carlos completou a mensagem com um tom de despedida política. “Seguimos fazendo o nosso trabalho com responsabilidade, jogando aberto, com transparência”, afirmou. No entanto, a redação pouco clara acabou gerando confusão entre apoiadores.
A alfinetada em Michelle Bolsonaro
O texto não citou nomes, mas foi interpretado como uma indireta. Na leitura de muitos bolsonaristas, Carlos Bolsonaro sugeriu que Michelle Bolsonaro teria deixado o comando do PL Mulher por causa da perspectiva de disputar o Senado pelo Distrito Federal, e não pelo motivo que ela apresentou.
Afinal, a ex-primeira-dama havia justificado a saída para cuidar do marido, Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar, e da filha, Laura. Contudo, o post do enteado reacendeu as críticas, sob a interpretação de que ela teria se colocado como vítima em uma situação que, na prática, seria apenas uma formalidade.
Vale destacar um ponto importante. Segundo o portal O Antagonista, Michelle não precisaria deixar o PL Mulher para se candidatar. Dirigentes de outros partidos, como João Campos (PSB) e Gilberto Kassab (PSD), seguem no comando das legendas mesmo cotados para disputas eleitorais.
A crise na família Bolsonaro
O episódio se soma a uma disputa maior. Nas últimas semanas, Michelle publicou vídeos expondo desentendimentos com o senador Flávio Bolsonaro. Segundo ela, houve desrespeito durante as articulações eleitorais, sobretudo em torno de uma aliança no Ceará.
Dessa forma, a tensão colocou os filhos de Bolsonaro e a madrasta em campos opostos. Não por acaso, o racha já havia mobilizado a cúpula do PL, como mostrou a movimentação de Valdemar Costa Neto para conter o conflito.
O que Carlos Bolsonaro sinaliza para 2026
Por trás da briga, há um tabuleiro eleitoral em jogo. Carlos Bolsonaro tenta se viabilizar como candidato ao Senado por Santa Catarina, enquanto Michelle é cotada para a mesma disputa no Distrito Federal. Ou seja, o clã negocia espaço em um ano decisivo.
Carlos Bolsonaro: o que esperar agora
Por enquanto, a saída do cargo resolve apenas a formalidade eleitoral. Portanto, a disputa por protagonismo dentro do bolsonarismo tende a continuar nas redes e nos bastidores do partido. Enquanto isso, cada movimento da família repercute entre os apoiadores.
Por fim, o caso reforça o clima de instabilidade no principal grupo de oposição. Dessa forma, novos capítulos envolvendo Carlos Bolsonaro e a crise familiar devem seguir no radar até a definição das candidaturas de 2026.