Bolsonaro pede autorização a Moraes para fazer nova cirurgia: entenda os detalhes

A defesa de Jair Bolsonaro protocolou um pedido de urgência ao ministro Alexandre de Moraes para a realização de uma cirurgia artroscópica no ombro direito.

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Última atualização:  22 de abr, 2026 às 14:39
Close do rosto de Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, olhando levemente para o lado com expressão séria. Imagem: Reuters/Mateus Bonomi

A defesa do ex-presidente protocolou, nesta semana, uma solicitação formal junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que Bolsonaro pede autorização a Moraes para fazer nova cirurgia. O procedimento, focado na região do ombro direito, é visto como uma medida necessária para interromper um ciclo de dores crônicas que têm limitado as atividades do ex-mandatário. A petição ocorre em um momento de sensibilidade jurídica, visto que ele se encontra sob regime de prisão domiciliar humanitária, o que exige o aval direto da Corte para qualquer deslocamento ou procedimento hospitalar.

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O documento enviado ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes detalha que Jair Bolsonaro apresenta um quadro de “dor persistente e incapacidade funcional” no ombro direito. De acordo com o relatório médico assinado pelo Dr. Alexandre Firmino Paniago, o tratamento conservador — que inclui fisioterapia e medicamentos — não foi suficiente para reverter a lesão.

Os exames de imagem revelaram uma lesão de alto grau no tendão do supraespinhal, além de complicações no manguito rotador e subluxação do bíceps.

Bolsonaro pede autorização a Moraes para fazer nova cirurgia entre os dias 24 e 25 de abril

A defesa estabeleceu uma janela específica para a operação: a próxima sexta-feira (24) ou o sábado (25). O objetivo é que a via artroscópica (menos invasiva) seja utilizada para a fixação das lesões. O pedido é abrangente e solicita que Moraes libere não apenas a cirurgia em si, mas todos os atos preparatórios, como exames laboratoriais, internação e o período de reabilitação fisioterápica.

Esta solicitação é um desdobramento direto da condição atual do ex-presidente. Em março de 2026, ele obteve o direito à prisão domiciliar por questões humanitárias, com um prazo inicial de 90 dias. Essa concessão foi feita justamente para permitir que ele se recuperasse de complicações graves de saúde, após receber alta hospitalar.

Histórico de saúde e a complexidade do caso

A necessidade de uma nova cirurgia surge logo após um período crítico para a saúde de Bolsonaro. No último mês, ele enfrentou uma broncopneumonia bacteriana bilateral, possivelmente causada por aspiração, o que o levou a uma internação de duas semanas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A fragilidade do quadro respiratório recente é um dos pontos que a defesa utiliza para justificar o acompanhamento médico rigoroso.

A expectativa agora recai sobre o prazo de resposta do ministro Alexandre de Moraes. Caso a autorização seja concedida, o ex-presidente deverá ser transferido para a unidade hospitalar indicada pela equipe médica, mantendo as restrições impostas pela sua atual condição jurídica, mas com a flexibilidade necessária para o tratamento de saúde.