Boas práticas em organizações são debatidas em palestra interativa no Smart Summit 2026
A dinâmica conduzida por Amanda Camargo e Guga Menga propôs reflexões sobre inclusão e gestão de pessoas nas organizações.
Imagem: Melhor Investimento
A diversidade e as boas práticas no meio corporativo foram tema de um debate interativo durante o Smart Summit 2026. A palestra “Bola Dentro ou Bola Fora: um bate-papo sobre situações certas e erradas no contexto esportivo quanto a algumas temáticas de diversidade” propôs ao público refletir, de forma prática, sobre decisões e comportamentos relacionados à inclusão.
A conversa foi conduzida por Amanda Camargo e pelo psicólogo Guga Menga, ambos da AMMA Marketing e Agenciamento — empresa responsável pelo agenciamento de atletas e personalidades do esporte, como Hugo Calderano e Caio Ribeiro.
“Bola dentro ou bola fora?”
A dinâmica da palestra buscou envolver diretamente a plateia. Os palestrantes apresentavam situações hipotéticas e perguntavam ao público se aquela atitude seria “bola dentro” ou “bola fora”.
Caso fosse considerada correta, a resposta vinha em forma de aplausos; caso contrário, o público deveria levantar a mão.
Mapeamento de diversidade nas empresas
Durante a conversa, Guga Menga abordou a importância do mapeamento de diversidade dentro das organizações. Segundo ele, questionários desse tipo ajudam a compreender quem são, de fato, as pessoas que compõem uma empresa.
De acordo com o especialista, esse tipo de levantamento permite identificar características sociais, raciais e fenotípicas dos colaboradores, o que ajuda as empresas a entender melhor a composição de seus ambientes de trabalho.
“O questionário de diversidade existe para que a gente possa entender as características de todas as pessoas dentro de uma empresa, dentro de uma corporação”, explicou.
Na avaliação de Menga, conhecer esse perfil é um passo fundamental para que decisões corporativas levem em conta a realidade de quem faz parte da organização.
“É bola dentro quando as empresas adotam medidas de mapeamento de características sociais, fenotípicas e raciais das pessoas na sua empresa. É um primeiro passo para tomar decisões levando em consideração quem são as pessoas que fazem parte desse sistema”, afirmou.
Proteção de dados é ponto essencial
Apesar de defender a importância desse tipo de diagnóstico, o especialista ressaltou que a coleta dessas informações precisa respeitar regras de proteção de dados.
Segundo ele, informações relacionadas a raça, identidade ou outras características pessoais são consideradas dados sensíveis e precisam estar protegidas pela Lei Geral de Proteção de Dados.
“Todo e qualquer questionário sobre características pessoais e assuntos sensíveis deve estar protegido pela LGPD. Esses dados pertencem aos indivíduos. Mesmo quando a pessoa os fornece em um questionário, eles continuam sendo dela”, destacou.
Segurança psicológica nas empresas
Outro ponto levantado por Menga foi a ampliação do conceito de segurança dentro das organizações. Tradicionalmente, explicou, as empresas estão acostumadas a lidar com riscos físicos no ambiente de trabalho, como segurança operacional e uso de equipamentos de proteção.
Contudo, ele destacou que o debate corporativo passou a incluir também a saúde mental e emocional dos trabalhadores.
Segundo o psicólogo, a atualização recente da NR-1 passou a exigir que empresas considerem também os chamados riscos psicossociais.
Entre esses fatores estão, por exemplo:
- sobrecarga de trabalho
- adoecimento emocional
- situações de assédio
Na prática, explicou Menga, as organizações agora precisam incluir esses aspectos em seus planejamentos de gestão de risco.
“Corpo, mente e emoção não se dissociam. Durante muito tempo as empresas olharam apenas para a saúde física. Agora, as normas também exigem que se identifiquem os riscos psicossociais dentro das organizações”, afirmou.