Como separar educação financeira de entretenimento nas redes, segundo Guilherme Benchimol
Crescimento de influenciadores financeiros aumenta risco de desinformação e exige atenção dos investidores
Foto: Fábio Rossi / Arquivo O GLOBO
Com o avanço das redes sociais e o aumento de influenciadores falando sobre investimentos, nunca foi tão fácil acessar informações financeiras, mas também nunca foi tão desafiador separar conteúdo educativo de entretenimento.
O tema foi destaque no Smart Summit 2026, onde especialistas alertaram para a importância de avaliar a credibilidade das fontes antes de tomar decisões.
Durante entrevista no evento, Guilherme Benchimol, fundador e presidente executivo da XP Investimentos, destacou que o primeiro passo para o investidor é entender com quem está consumindo conteúdo.
Currículo e histórico são os principais filtros
Segundo Benchimol, a popularidade nas redes não deve ser o principal critério na hora de acompanhar análises financeiras. Para ele, é fundamental avaliar a trajetória profissional e o conhecimento de quem produz o conteúdo.
“Você tem que saber com quem você está interagindo. Olhar o que a pessoa fez, o que estudou e a história que ela construiu.”
Na avaliação do executivo, esse tipo de análise ajuda a diferenciar profissionais comprometidos com informação de qualidade daqueles que priorizam engajamento ou entretenimento.
Risco de fake news e conteúdos superficiais
O alerta vem em um momento em que o volume de conteúdos financeiros cresce rapidamente, mas nem sempre com qualidade. A falta de critério na escolha das fontes pode levar investidores, principalmente iniciantes, a decisões equivocadas.
Por isso, mais do que consumir conteúdo, é essencial validar a autoridade de quem está por trás das recomendações.
Educação financeira exige responsabilidade
A fala de Benchimol reforça que investir vai além de acompanhar tendências ou conteúdos virais. A tomada de decisão no mercado financeiro exige responsabilidade, análise crítica e acesso a informações confiáveis.
No fim, a mensagem é direta: no mercado financeiro, credibilidade não se mede por número de seguidores, mas por consistência, histórico e responsabilidade na informação.
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