Asteroide Bennu pode atingir a Terra? Nasa explica riscos e probabilidade

O asteroide Bennu é considerado o objeto espacial com maior probabilidade de colisão com a Terra nos próximos 150 anos.

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Última atualização:  14 de jul, 2026 às 23:20
Entre todos os asteroides monitorados, Bennu é o que concentra a maior probabilidade de impacto com a Terra ao longo dos próximos 150 anos. Imagem: NASA/ Goddard, University of Arizona/Reprodução

Um estudo conduzido por pesquisadores ligados à Nasa indica que o asteroide Bennu, considerado um dos objetos próximos da Terra mais monitorados pela agência espacial americana, possui uma pequena probabilidade de colidir com o planeta em setembro de 2182.

Com aproximadamente 500 metros de diâmetro, Bennu é acompanhado há anos por cientistas devido à sua órbita relativamente próxima da Terra. Segundo a pesquisa, a chance acumulada de impacto até o ano de 2300 é de aproximadamente uma em 1.750. Entre todas as possibilidades analisadas, a trajetória considerada mais relevante aponta para setembro de 2182, com probabilidade estimada em uma em 2.700.

Apesar dos números chamarem atenção, os especialistas ressaltam que o risco continua sendo bastante baixo e não representa uma ameaça iminente ao planeta.

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Aproximação em 2135 será decisiva

Os pesquisadores destacam que um dos momentos mais importantes para acompanhar Bennu ocorrerá em 2135.

Na ocasião, o asteroide passará relativamente próximo da Terra, e a gravidade do planeta poderá alterar levemente sua trajetória. Dependendo dessa interação, novas projeções serão realizadas para verificar se o risco de colisão aumenta, diminui ou permanece praticamente inalterado.

Por isso, o monitoramento contínuo do objeto é considerado essencial para que futuras gerações possam tomar medidas preventivas caso elas se tornem necessárias.

O que aconteceria em caso de impacto?

Embora o cenário seja considerado improvável, os cientistas analisaram os possíveis efeitos de uma colisão. Segundo os estudos, o impacto liberaria uma quantidade de energia equivalente à de dezenas de bombas nucleares de grande potência, provocando intensa onda de choque, terremotos, incêndios e a formação de uma grande cratera.

Além dos danos na região atingida, enormes volumes de poeira e detritos seriam lançados na atmosfera terrestre. Os pesquisadores avaliam que entre 100 milhões e 400 milhões de toneladas de partículas poderiam permanecer suspensas na atmosfera após um eventual impacto.

Esse material reduziria significativamente a incidência de luz solar, alterando o clima global por vários anos. O fenômeno é conhecido como “inverno de impacto”, caracterizado pela queda das temperaturas, redução das chuvas e prejuízos à fotossíntese.

No cenário mais extremo analisado, a temperatura média do planeta poderia diminuir cerca de 4°C, enquanto a precipitação global sofreria redução próxima de 15%. Os modelos também apontam perdas entre 20% e 30% da fotossíntese das plantas e uma redução de aproximadamente 32% na camada de ozônio, responsável por proteger a Terra da radiação ultravioleta.

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Missões ajudam a entender o asteroide

Bennu já foi alvo de uma das principais missões da Nasa voltadas à defesa planetária. A missão OSIRIS-REx coletou amostras da superfície do asteroide e as trouxe para a Terra, permitindo que pesquisadores estudem sua composição e aprimorem os modelos que calculam sua órbita.

Essas informações ajudam a aumentar a precisão das projeções sobre a trajetória do objeto e também contribuem para o desenvolvimento de tecnologias capazes de desviar asteroides potencialmente perigosos no futuro.

Embora Bennu continue sendo monitorado de perto, os especialistas reforçam que não há motivo para preocupação imediata. O acompanhamento permanente faz parte dos programas internacionais de defesa planetária justamente para identificar, com décadas ou até séculos de antecedência, qualquer mudança significativa na trajetória de objetos próximos da Terra.

Lucas Machado

Redator e psicólogo com quase 5 anos de experiência na produção de artigos e notícias sobre uma ampla gama de temas. Suas áreas de interesse e expertisse incluem previdência, seguros, direito sucessório e finanças, em geral. Atualmente, faz parte da equipe do Melhor Investimento, abordando uma variedade de tópicos relacionados ao mercado financeiro.