99 desiste de mototáxi em São Paulo e muda estratégia após disputa judicial

A 99 anunciou que não irá mais oferecer o serviço de mototáxi em São Paulo, encerrando sua participação na disputa pela liberação do modal na cidade.

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Última atualização:  02 de abr, 2026 às 15:01
Foto em close das mãos de uma pessoa negra segurando um smartphone. A tela do aparelho está ligada e exibe o logotipo da empresa "99" (o número 99 em preto) sobre um fundo amarelo vibrante. O ambiente ao fundo está levemente desfocado, sugerindo um cenário externo ao anoitecer. Foto: Divulgação

A decisão da 99 de encerrar o projeto de mototáxi em São Paulo marca um novo desdobramento na disputa envolvendo aplicativos, Justiça e poder público na maior cidade do país. O anúncio foi feito na quarta-feira, 1º, após meses de embates judiciais e discussões sobre segurança no trânsito e regulamentação do serviço.

Desde 2023, empresas como a Uber e a 99 vinham tentando viabilizar o mototáxi na capital paulista, enquanto a Prefeitura, liderada por Ricardo Nunes, se posicionava contra a liberação imediata da atividade. Agora, com a desistência da 99, o cenário muda significativamente.

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Decisão principal: 99 desiste de mototáxi em São Paulo

A 99 confirmou que não irá mais oferecer o serviço de mototáxi em São Paulo. A decisão encerra, ao menos por parte da empresa, a tentativa de operar o modal na cidade, mesmo após decisões judiciais favoráveis à sua liberação.

O anúncio foi comunicado à Prefeitura, que divulgou a informação oficialmente. A empresa destacou que não há planos futuros para implementar o serviço na capital paulista.

Motivo da decisão da 99 sobre o mototáxi em São Paulo

Segundo a empresa, a estratégia atual está voltada para o fortalecimento do segmento de entregas. Dessa forma, o projeto de transporte de passageiros por motocicleta deixa de ser prioridade.

Além disso, o contexto regulatório e as discussões sobre segurança pesaram na decisão. A Prefeitura de São Paulo tem demonstrado preocupação com o impacto do mototáxi no trânsito e, principalmente, no aumento de acidentes envolvendo motociclistas.

Contexto judicial do mototáxi em São Paulo

A discussão sobre o mototáxi em São Paulo ganhou força em 2023, quando empresas de aplicativo passaram a pressionar pela liberação do serviço.

O Supremo Tribunal Federal decidiu que os municípios não podem proibir esse tipo de atividade. No entanto, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que cabe à Prefeitura regulamentar o funcionamento do serviço.

Mesmo com esse entendimento, a implementação prática ainda enfrentava entraves, principalmente relacionados à criação de regras específicas para garantir segurança e fiscalização.

Posição da Prefeitura de São Paulo

A gestão de Ricardo Nunes sempre se mostrou cautelosa em relação ao mototáxi em São Paulo. O principal argumento é o risco de aumento no número de acidentes em uma cidade que já enfrenta um trânsito intenso.

Outro ponto destacado é o impacto no sistema de saúde pública, que já destina recursos significativos ao atendimento de vítimas de acidentes com motocicletas.

Ao comentar a decisão da 99, o prefeito indicou que a segurança de passageiros e condutores é a principal prioridade da administração municipal.

Propostas da 99 mesmo sem o mototáxi em São Paulo

Apesar de desistir do serviço de mototáxi em São Paulo, a 99 apresentou uma série de propostas de parceria com o poder público.

Entre as iniciativas sugeridas estão:

  • Criação de pontos de apoio para motociclistas, oferecendo estrutura para descanso e suporte
  • Desenvolvimento de programas de capacitação e cursos de segurança no trânsito
  • Implementação de um sistema de avaliação de condutores com base em dados de direção
  • Bonificação para motociclistas com bom desempenho
  • Compartilhamento de dados com a Prefeitura para auxiliar na fiscalização
  • Criação de um mapa de risco de acidentes com alertas preventivos

Essas medidas têm como objetivo melhorar as condições de trabalho dos entregadores e aumentar a segurança nas vias.