PIB dos EUA cresce 4,4% no 3º trimestre de 2025, mostra segunda leitura
O Produto Interno Bruto dos Estados Unidos cresceu 4,4% em taxa anualizada no terceiro trimestre de 2025, conforme a segunda leitura divulgada pelo Departamento de Comércio.
Foto: franckreporter/Getty Images Signature
O PIB dos EUA registrou crescimento anualizado de 4,4% no terceiro trimestre de 2025, segundo a segunda leitura divulgada na última quinta-feira (22) pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos. O dado confirma o ritmo robusto da maior economia do mundo no período e veio ligeiramente acima das expectativas do mercado, reforçando sinais de resiliência da atividade econômica norte-americana.
A divulgação ocorre após um atraso causado pela paralisação parcial do governo dos EUA, que alterou o calendário tradicional de publicação dos indicadores macroeconômicos. Com isso, a segunda leitura do PIB dos EUA substitui a terceira estimativa, que estava originalmente prevista para dezembro.
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De acordo com o relatório oficial, o avanço de 4,4% do PIB dos EUA representa uma revisão marginal para cima em relação à primeira estimativa, divulgada em dezembro, que indicava crescimento de 4,3% no terceiro trimestre de 2025. Economistas consultados pelo The Wall Street Journal projetavam a manutenção do percentual anterior, o que torna o novo número uma surpresa positiva.
O crescimento anualizado reflete a comparação do desempenho econômico do trimestre com o mesmo período do ano anterior, ajustado para indicar como seria o ritmo da economia caso a expansão se mantivesse ao longo de 12 meses.
O que explica o crescimento do PIB dos EUA
Segundo o Departamento de Comércio, o desempenho do PIB dos EUA no terceiro trimestre foi sustentado principalmente por:
- Consumo das famílias, que continuou apresentando expansão sólida, mesmo em um ambiente de juros elevados;
- Investimentos empresariais, especialmente em tecnologia e infraestrutura;
- Gastos do governo, que contribuíram positivamente para a atividade econômica no período;
- Setor externo, com exportações mantendo desempenho consistente.
Esses fatores compensaram parcialmente impactos negativos vindos de ajustes em estoques e da política monetária restritiva adotada pelo Federal Reserve ao longo do ano.
Quando e onde os dados foram divulgados
A segunda leitura do PIB dos EUA foi publicada na última quinta-feira, 22, em Washington, sede do Departamento de Comércio. O órgão é responsável pela elaboração das estatísticas oficiais por meio do Bureau of Economic Analysis (BEA).
Normalmente, o PIB trimestral dos Estados Unidos conta com três estimativas: preliminar, segunda leitura e leitura final. No entanto, devido ao shutdown do governo norte-americano, o cronograma foi alterado, e a segunda leitura passou a ser a última divulgação referente ao terceiro trimestre de 2025.
Por que o dado do PIB dos EUA é importante
O resultado do PIB dos EUA é acompanhado de perto por investidores, governos e bancos centrais ao redor do mundo, pois serve como termômetro da economia global. Um crescimento acima do esperado pode influenciar:
- Decisões de política monetária do Federal Reserve, especialmente sobre juros;
- Mercados financeiros, incluindo bolsas, dólar e títulos públicos;
- Fluxos de capital para países emergentes, como o Brasil;
- Expectativas de crescimento global, dado o peso dos EUA na economia mundial.
Impacto do shutdown na divulgação dos dados
O Departamento de Comércio informou que a paralisação do governo federal, ocorrida no fim de 2025, comprometeu o calendário tradicional de divulgação dos indicadores econômicos. Por esse motivo, a segunda leitura do PIB dos EUA substituiu a terceira estimativa, sem previsão de novos ajustes para o período.
Apesar da mudança no cronograma, o órgão destacou que os dados divulgados seguem os mesmos critérios metodológicos, garantindo a confiabilidade das informações.
Expectativas para os próximos trimestres
Analistas avaliam que o ritmo de crescimento do PIB dos EUA pode desacelerar nos próximos trimestres, à medida que os efeitos da política monetária restritiva se tornem mais evidentes. Ainda assim, o resultado do terceiro trimestre reforça a percepção de que a economia americana entrou em 2025 com base sólida, sustentada pelo consumo interno e pelo mercado de trabalho resiliente.
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