Trump ameaça ação militar mais dura contra Irã caso não haja acordo nuclear
O republicano cobra retomada de negociações nucleares e eleva tensão no Oriente Médio ao sinalizar possível ofensiva mais severa contra Teerã.
Imagem: Getty Images/Reprodução
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã nesta quarta-feira (28) ao afirmar que o país precisa retomar imediatamente as negociações sobre seu programa nuclear. Segundo ele, caso não haja avanço diplomático, um novo ataque americano poderá ser ainda mais severo do que ações anteriores.
Nas palavras do republicano, “espero que o Irã ‘sente-se à mesa’ rapidamente e negocie um acordo justo e equitativo — SEM ARMAS NUCLEARES — que seja bom para todas as partes”, disse em publicação na Truth Social.
Trump declarou que forças militares dos EUA estão sendo posicionadas na região como forma de pressão estratégica. O republicano afirmou que Washington já havia advertido Teerã anteriormente antes de uma ofensiva contra instalações nucleares iranianas e indicou que a paciência dos EUA estaria se esgotando.
Irã reage e rejeita negociações sob ameaça
A resposta iraniana veio rapidamente. O ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi, declarou que o Irã não participará de negociações enquanto estiver sob ameaças militares. Segundo ele, a diplomacia não pode avançar se houver imposições consideradas “excessivas” ou condições que desrespeitem a soberania iraniana.
Teerã sustenta que qualquer diálogo precisa ocorrer em bases equilibradas e sem coerção. A postura reforça o impasse entre os dois países, que voltaram a trocar declarações duras nas últimas semanas.
Rubio aponta fragilidade interna do regime iraniano
Enquanto a Casa Branca aumenta a pressão externa, autoridades americanas também destacam sinais de enfraquecimento interno no Irã. Em depoimento ao Senado dos EUA, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que a economia iraniana enfrenta sérias dificuldades e que novos protestos populares contra o regime podem surgir.
Rubio mencionou ainda que manifestações recentes teriam resultado em um número elevado de mortes, reforçando a avaliação de Washington de que o governo iraniano atravessa um momento delicado tanto no cenário doméstico quanto internacional.
Quanto a pressão militar norte-americana, o secretário apenas diz que “o que se vê agora é a capacidade de posicionar ativos no Oriente Médio para se defender do que poderia ser uma ameaça iraniana contra o nosso pessoal”.
Escalada aumenta tensão no Oriente Médio
O endurecimento do discurso americano amplia a instabilidade geopolítica na região. A movimentação militar e a troca de ameaças reacendem temores de um confronto de maiores proporções, enquanto potências globais observam com cautela os desdobramentos.
Analistas avaliam que o cenário coloca a diplomacia em segundo plano no curto prazo, elevando o risco de novos episódios de tensão entre Washington e Teerã caso não haja uma mudança significativa de postura de ambos os lados.
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