Preço dos aluguéis residenciais nas principais capitais atinge pico em 2023, aponta pesquisa

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Última atualização:  15 de jan, 2024 às 10:40
Preço dos aluguéis residenciais nas principais capitais atinge pico em 2023, aponta pesquisa

De acordo com um levantamento realizado pelo QuintoAndar, o preço médio do metro quadrado nos aluguéis residenciais atingiu o seu pico em 2023 nas principais capitais do país, marcando o valor mais elevado desde o início da série histórica em 2019. São Paulo liderou o ranking, registrando R$ 59,82 por metro quadrado, refletindo um aumento de 9,47%. Apesar disso, o ritmo de crescimento foi inferior ao observado no encerramento de 2022, que foi de 14,69%.

Brasília e Rio de Janeiro seguiram na sequência, com valores de R$ 43,46 (crescimento de 12,24%) e R$ 39,09 (crescimento de 14,11%) por metro quadrado, respectivamente. Curitiba (R$ 36,43, +21,03%), Belo Horizonte (R$ 33,73, +22,88%), e Porto Alegre (R$ 32,12, +13,83%) completaram a lista.

O aumento dos juros desencorajou a compra de imóveis, resultando em uma maior demanda por aluguéis e uma redução nos descontos durante as negociações, conforme afirmou Thiago Reis, gerente de Dados do Grupo Quinto Andar.

A projeção é de que o mercado permaneça aquecido no início de 2024, devido à baixa disponibilidade de imóveis, combinada com a alta temporada de aluguéis.

Variações nos bairros: São Paulo, Brasília, e Rio de Janeiro em destaque

No que diz respeito aos bairros, em São Paulo, a Vila Olímpia registrou o maior preço médio (R$ 95,3 por metro quadrado), enquanto o Jardim Peri teve o valor mais baixo (R$ 24,16). Em Brasília, o bairro Clubes do Sul apresentou o metro quadrado mais caro para alugar (R$ 89), enquanto Taguatinga teve o mais acessível (R$ 23,96).

No Rio de Janeiro, o Leblon alcançou um valor inédito de R$ 106,4 por metro quadrado, o mais alto do Brasil, enquanto Cascadura teve o menor valor (R$ 14,97).

Dentre os bairros que mais se valorizaram, destacam-se Vila Pompeia em São Paulo (alta de 32,6%), Del Castilho no Rio de Janeiro (crescimento de 45,5%), Centro Cívico em Curitiba (crescimento de 47,4%), e Barro Preto em Belo Horizonte (crescimento de 87,5%).

Por outro lado, bairros como Alto de Pinheiros e Sítio do Mandaqui em São Paulo (-9,3%), Batel em Curitiba (-1%), Estoril em Belo Horizonte (-11%), e Três Figueiras em Porto Alegre (-9,4%) registraram desvalorização.

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