Segundo relatório divulgado pelo Instituto Nacional de Estatísticas (Indec) nesta quarta-feira (23), o Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina fechou o ano de 2022 em 5,2%.

O crescimento anual é o segundo consecutivo após 5 anos em queda. Entretanto, o resultado é menor do que o registrado em 2021, quando o país teve alta de 10,4%.

O aumento do consumo privado (9,4%) e da formação bruta de capital fixo (10,9%), segundo o relatório, são apontados como os principais motivos da melhora no PIB argentino.

Por atividades, os setores de hotéis e restaurantes (35%), mineração (13,5%) e domicílios particulares com serviço doméstico (10,3%) registraram avanço. 

Da mesma forma, outros setores também tiveram aumentos significativos: Indústria Manufatureira (+5%), Construção +5,8%), Transporte e Comunicações (+8,5%) e Comércio atacadista e varejista (+6,4%).

As importações de bens e serviços tiveram uma queda de 17,4%, e as exportações, de 5,7% em relação a 2021. 

“Quase todos os setores de atividade apresentaram recuperação, com exceção da agricultura, pecuária, caça e silvicultura, que caíram 4,1%”, afirmou o Indec no relatório.

No 4º trimestre de 2022, houve crescimento de 1,9%. Bem como o mesmo período em 2021. Em relação aos trimestres anteriores do ano passado, a Argentina cresceu 1% no 1º trimestre, 1% no 2º trimestre e 1,7% no 3º trimestre.

Contudo, apesar do crescimento no PIB, a economia argentina ainda tem grandes desafios econômicos a suportar em 2023 e nos próximos anos. A inflação anual do país voltou a superar 100% e atingiu 102,5% em fevereiro. Isso diminuiu o poder de compra da população e contribuiu para o aumento da extrema pobreza. A taxa de juros do país vizinho, a Leliq, está em 7% ao ano.

Equipe MI

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