Passagens aéreas no Brasil continuam sendo um desafio financeiro para os viajantes, mesmo com uma ligeira queda nos preços recentemente. De acordo com um estudo abrangente realizado pelo buscador de voos Viajala, muitos brasileiros estão ajustando seus planos de viagem para julho deste ano devido aos custos elevados, optando por estadias mais curtas para equilibrar os gastos.

Impacto dos preços das passagens aéreas

Para muitos brasileiros, as passagens aéreas permanecem um custo significativo nas férias de julho. Apesar de uma queda de 9,88% nos preços em junho, os voos de ida e volta para destinos nacionais apresentaram um aumento médio de 18% em comparação com o ano anterior. Este aumento tem levado muitos viajantes a reavaliar a duração de suas viagens para compensar os custos mais altos.

Segundo o levantamento da Viajala, as viagens nacionais planejadas para julho de 2024 estão programadas para serem, em média, 4 dias mais curtas do que no ano passado. Esta redução de 28,5% na duração média das estadias reflete uma estratégia para minimizar os gastos totais, incluindo hospedagem, alimentação e passeios, diante do aumento dos preços das passagens.

Variação de preços por destino

A pesquisa destacou que os preços das passagens podem variar consideravelmente dependendo do destino escolhido. Por exemplo, voos de ida e volta entre Florianópolis e São Paulo viram um aumento de 30% nos preços, enquanto rotas como Belo Horizonte – Rio de Janeiro experimentaram uma queda impressionante de 53% nos preços das passagens.

Internacionalmente, destinos como Cuzco, Cidade do Panamá e Los Angeles testemunharam aumentos significativos nos preços das passagens para julho de 2024. Em contraste, cidades como Santiago, Mendoza e Frankfurt registraram quedas nos preços, refletindo uma dinâmica variada no mercado global de viagens aéreas.

Desafios no setor aéreo brasileiro

Um dos principais desafios enfrentados pelos consumidores brasileiros é a falta de competitividade no mercado aéreo nacional. Com menos opções de companhias aéreas operando, especialmente após a crise da Avianca e a breve passagem da ITA, os preços tendem a ser mais altos durante períodos de alta demanda como as férias de julho. Os impactos econômicos da pandemia continuam a exercer pressão sobre os preços das passagens, levantando preocupações sobre a sustentabilidade dos aumentos observados desde 2019.

Julia Peres

Redatora do Melhor Investimento.