Pague Menos protocola pedido de oferta de ações de até R$ 900 milhões
A Pague Menos (PGMN3) protocolou na CVM pedido de registro para uma oferta pública primária e secundária de 70 milhões de ações, com potencial de movimentar até R$ 900 milhões, considerando lotes adicionais.
Foto: Divulgação
A Pague Menos protocola pedido de oferta de ações que pode movimentar até R$ 900 milhões no mercado de capitais brasileiro. A rede de farmácias informou ter apresentado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o pedido de registro para uma oferta pública primária e secundária de 70 milhões de papéis. A precificação está prevista para 10 de março, com início das negociações marcado para 12 de março.
A operação, estruturada como um follow-on, envolve tanto a emissão de novas ações quanto a venda de participação por acionistas atuais. Pelo preço de fechamento de R$ 7,20 registrado no último dia 26, o montante pode alcançar até R$ 900 milhões, considerando ainda a eventual inclusão de lotes adicionais.
Pague Menos protocola pedido de oferta de ações: o que está em jogo
A Pague Menos protocola pedido de oferta de ações com a intenção de distribuir inicialmente 35 milhões de ações primárias e outras 35 milhões de ações secundárias. As ações primárias correspondem a novos papéis emitidos pela companhia, o que significa entrada direta de recursos no caixa da empresa. Já as ações secundárias pertencem à família Queiroz, fundadora da rede.
Entre os acionistas vendedores estão Francisco Deusmar de Queirós, Maria Auricélia Alves de Queirós, Josué Ubiranilson Alves, Mário Henrique Alves de Queirós, Mário Henrique Alves de Queirós, Patriciana Maria de Queirós Rodrigues, Carlos Henrique Alves de Queirós e Rosilândia Maria Alves de Queirós Lima.
A operação poderá ser ampliada em até 78,6% durante o processo de bookbuilding. Caso haja forte demanda, poderão ser emitidas até 35 milhões de novas ações adicionais pela companhia, além da oferta de até 20 milhões de papéis extras por parte dos acionistas vendedores.
A empresa também destacou que não haverá distribuição parcial da oferta, ou seja, a operação dependerá do sucesso integral da colocação prevista.
Cronograma e estrutura da operação
A definição do preço por ação está prevista para o dia 10 de março. Já o início da negociação dos papéis na B3 deve ocorrer em 12 de março.
A oferta será coordenada por um sindicato de bancos liderado pelo BTG Pactual. Também participam da coordenação o Itaú BBA, a XP Investimentos, o Bradesco BBI e o Santander (Brasil).
A colocação será realizada no Brasil, com esforços de venda no exterior, ampliando o alcance da operação junto a investidores institucionais internacionais.
Por que a Pague Menos decidiu fazer a oferta?
A Pague Menos protocola pedido de oferta de ações em um momento estratégico para reforçar sua estrutura de capital. A parcela primária da operação tende a fortalecer o caixa da companhia, o que pode ser utilizado para redução de endividamento, expansão orgânica, investimentos em tecnologia ou reforço do capital de giro.
O setor farmacêutico brasileiro segue competitivo e em consolidação, exigindo investimentos constantes em logística, digitalização e ampliação de presença física. Nesse contexto, o acesso ao mercado de capitais surge como alternativa relevante para sustentar crescimento.
Já a parcela secundária permite aos acionistas vendedores ajustar sua participação acionária, sem impacto direto no caixa da empresa.
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